A Câmara de Vereadores de Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre, aprovou o impeachment do prefeito Cristian Wasem (MDB) e do vice, delegado João Paulo Martins (Progressistas). A votação ocorreu durante uma extensa sessão que durou mais de 12 horas na última sexta-feira (3). Com a decisão, tanto Wasem quanto João Paulo ficam inelegíveis pelos próximos oito anos. O prefeito deixou o plenário antes mesmo do resultado ser anunciado, indicando que a cassação já era esperada nos bastidores.
Segundo o procurador-geral da Casa, Rodrigo Silveira, Cristian Wasem teria interferido no funcionamento da Câmara e praticado pedaladas fiscais no Instituto de Previdência municipal. Já em relação ao vice-prefeito, foi apontada uma suposta contratação emergencial irregular e suspeitas de infrações cometidas durante sua atuação como prefeito. O processo de impeachment contou com 14 votos a favor para Wasem e 3 contra, enquanto João Paulo recebeu 13 votos favoráveis e 4 contrários.
Após a votação, uma sessão extraordinária foi realizada durante a madrugada de sábado (2) para dar posse à nova prefeita interina, Jussara Caçapava, do partido Avante. A opositora de Wasem assumiu o cargo, e uma nova eleição na cidade deverá acontecer dentro de seis meses. O prefeito, em sua nota, se manifestou contra o processo de cassação, afirmando que não havia fatos, provas ou tipificação legal que justificassem a retirada do cargo que foi atribuído pelo voto popular.
Cristian Wasem denunciou o impeachment como uma manobra política para invalidar a vontade da população, destacando a importância da democracia e da soberania popular. Ele reafirmou seus princípios éticos e transparentes durante a sua gestão, ressaltando os resultados concretos obtidos no município. O prefeito também afirmou que o objetivo do processo era puramente político e que não havia crime ou ato ilícito cometido.
Além disso, Wasem enfatizou que a sua administração buscou romper com práticas antigas que prejudicaram a imagem de Cachoeirinha. O prefeito defendeu a legitimidade do seu mandato e da escolha feita pelos 47.364 eleitores, destacando que o impeachment representava um ataque à democracia e à vontade popular. Ele finalizou sua nota reafirmando o compromisso com o povo da cidade e a denunciando tentativa de golpe político em curso.




