Implosão do Torre Palace: hotel de luxo em Brasília será demolido neste domingo (25)

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Torre Palace: carcaça de hotel de luxo no centro de Brasília será implodida neste domingo (25)

Hotel com vista para o Eixo Monumental fechou as portas em 2013 e virou ponto de drogas e ocupação irregular. Governo chegou a travar briga na Justiça para demolir o que sobrou do prédio, sem sucesso.

Autoridades preparam isolamento para implosão do Torre Palace
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Autoridades preparam isolamento para implosão do Torre Palace

Após 12 anos de portas fechadas e um longo imbróglio judicial, o Torre Palace, no centro de Brasília [https://de.de/de/distrito-federal/cidade/brasilia/], vai ser implodido neste domingo (25) para dar lugar a um novo empreendimento. A demolição chegou a ser marcada para dezembro do ano passado, mas foi adiada após uma recomendação do Exército. [https://de.de/de/distrito-federal/noticia/2025/12/16/torre-palace-implosao-de-carcaca-de-hotel-de-luxo-no-centro-de-brasilia-e-adiada.ghtml]

A implosão deve ocorrer após um aviso sonoro marcado para às 10h da manhã. A empresa responsável é a RVS Construções. Fechado desde 2013, o espaço foi adquirido por um grupo econômico do ramo hoteleiro.

Três hotéis que estão a 100 metros do Torre Palace serão evacuados entre as 6h e as 8h de domingo. Também haverá interdições no trânsito, retirada de veículos de estacionamentos próximos e proibição da circulação de pedestres em determinadas áreas.

De acordo com o governo do DF, haverá desligamento programado das redes de energia elétrica e interrupção do abastecimento de água do Torre Palace.

A partir das 10h30, se confirmadas as questões de segurança, os arredores do Torre Palace serão liberados.

DO LUXO AO ESQUECIMENTO — RELEMBRE O IMPASSE ACERCA DO TORRE PALACE

O Torre Palace funcionou por 40 anos e caiu no ostracismo depois da morte do empresário libanês e fundador do Torre Palace, Jibran El-Hadj, nos anos 2000. Com a morte do patriarca, a esposa e os seis filhos herdaram o patrimônio, avaliado à época em R$ 200 milhões. No entanto, a família entrou em desacordo sobre os rumos que deveriam ser tomados para o estabelecimento.

Em 2007, três filhos do empresário saíram da sociedade e entraram na Justiça pedindo parte da herança, com valor estimado de R$ 51 milhões. O valor sairia da venda do Torre Palace para uma construtora.

A empresa adiantou R$ 17 milhões para os herdeiros que mantiveram a sociedade. Contudo, antes da venda do prédio, a Justiça já havia penhorado o local.

Em 2013, o hotel fechou as portas. Dois anos depois, e em completo abandono, o prédio virou ponto para uso de drogas e convivência de moradores de rua. Os vidros das janelas e do hall de entrada foram quebrados em atos de vandalismo, e foram feitas pichações e danos à pintura na fachada do edifício.

Em 2016, após a crise que se hospedou no local, o GDF realizou uma operação de desocupação no Torre Palace e conseguiu retirar todos os invasores do prédio abandonado [https://de.de/distrito-federal/noticia/2016/06/com-helicoptero-e-bomba-pm-do-df-desocupa-torre-palace-apos-5-dias.html]. A ação levou 40 minutos e envolveu cerca de 200 homens do Batalhão de Choque e do batalhão de Operações Especiais (Bope), dois helicópteros, disparos de bala de borracha e bombas de efeito moral. Veja no vídeo abaixo a reportagem completa sobre a operação:

Operação para desocupar prédio do antigo Hotel Torre Palace dura 35 minutos [https://s02.video.glbimg.com/x240/5074145.jpg]

Operação para desocupar prédio do antigo Hotel Torre Palace dura 35 minutos

O GDF gastou R$ 802,94 mil com a operação de desocupação do hotel Torre Palace, e não conseguiu recuperar o valor [https://de.de/distrito-federal/noticia/hotel-torre-palace-1-ano-depois-gdf-ainda-busca-recuperar-gasto-com-desocupacao.ghtml]. O dinheiro seria cobrado dos proprietários do hotel abandonado na Justiça. No entanto, um imbróglio burocrático fez com que o imóvel permanecesse em um “limbo jurídico”: não pode ser restaurado, nem vendido, nem demolido.

ÚLTIMAS TENTATIVAS

No início de setembro, o governo voltou a se movimentar para conseguir, na Justiça, uma decisão que autorize a demolição do hotel [https://de.de/distrito-federal/noticia/2025/10/01/fiscalizacao-pede-demolicao-do-hotel-torre-palace-predio-esta-abandonado-ha-mais-de-20-anos-em-brasilia.ghtml]. Ou melhor, do que sobrou do hotel. Em 2019, um pedido do mesmo tipo foi feito, mas a Justiça do DF negou a demolição. Em vez disso, ordenou que os herdeiros do prédio fizessem a manutenção do espaço. Segundo o GDF, contudo, essa ordem não estava sendo seguida.

Em 2020 o hotel Torre Palace foi a leilão [https://de.de/distrito-federal/noticia/2020/10/13/hotel-torre-palace-em-brasilia-vai-a-leilao-para-pagar-dividas-lance-minimo-e-de-r-35-milhoes.ghtml], avaliado em R$ 35 milhões. No entanto, mesmo depois de seis dias de pregão online, o prédio não recebeu nenhum lance. A venda do prédio foi determinada pela Justiça do Trabalho, e o valor arrecadado deveria ser utilizado para pagar dívidas de salários e direitos trabalhistas de ex-funcionários.

O edital previa uma segunda tentativa de leilão. Em 16 de dezembro de 2020, o hotel foi arrematado por R$ 17,6 milhões pela empresa RBS Administração de Imóveis LTDA. Entretanto, a empresa entrou com pedido de desistência na Justiça, que foi aceito.

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