Os Estados Unidos reduziram em 0,2% o saldo negativo no comércio de bens e serviços com o restante do mundo em 2025, ano em que o governo do presidente Donald Trump implementou a política de aumento das tarifas sobre importações. As compras de mercadorias pelo país, entretanto, cresceram 4,6% para patamar recorde e levaram o país a registrar o maior déficit de sua história quando excluídos os serviços.
O saldo entre exportações e importações da economia americana foi negativo em US$ 901,5 bilhões no ano passado, 0,2% abaixo do déficit de 2024, informou o departamento do Censo dos Estados Unidos (U.S. Census Bureau) e pelo Bea (U.S. Bureau of Economic Analysis). As exportações cresceram 6,2%, atingindo US$ 3,432 trilhões, enquanto as importações aumentaram 4,8%, chegando a US$ 4,333 trilhões.
Quando excluídos os serviços, o saldo negativo de mercadorias cresceu 2,1%, alcançando US$ 1,240 bilhão, um recorde histórico. As exportações de mercadorias aumentaram 5,7% para US$ 2,197 trilhões, e as importações tiveram um incremento de 4,3%, chegando a US$ 3,438 trilhões. O superávit obtido com serviços foi de US$ 339,5 bilhões.
O valor recorde das importações americanas em 2025 foi de US$ 3,438 trilhões, representando um aumento significativo. A política agressiva de Donald Trump, aumentando as taxas de importação de vários países, foi um dos destaques do ano. Em dezembro, o déficit comercial dos EUA atingiu US$ 70,3 bilhões, 32,6% mais alto do que novembro.
Apesar das tarifas, os Estados Unidos importaram recordes de 46 países em 2025, incluindo o México, Taiwan e Vietnã. Sete países tiveram o pior saldo comercial com os EUA, liderados por México, Vietnã, Taiwan, Irlanda, Tailândia, Índia e Holanda. O déficit na balança comercial dos EUA foi puxado principalmente por esses países.




