O confronto entre Athletico e Corinthians, válido pelas quartas de final da Copa do Brasil, testemunhou dois incidentes envolvendo torcedores. Durante a partida, a Polícia Civil efetuou a prisão em flagrante de um indivíduo por injúria racial. Além disso, houve o caso do torcedor que invadiu o campo para agredir o goleiro Hugo de Souza, do Corinthians, que acabou sendo liberado posteriormente, mas receberá intimação para prestar esclarecimentos sobre o ocorrido.
Segundo informações do Delegado Cristiano Quitas, da Delegacia Móvel de Atendimento a Futebol e Eventos (DEMAFE), o tumulto teve início após a anulação de um gol do Athletico, ocasionando xingamentos e insultos racistas direcionados a um jogador não identificado. Outro torcedor presente no estádio denunciou o ocorrido aos seguranças, resultando na condução de ambos à delegacia. O agressor foi preso em flagrante e permanece detido.
No desfecho da partida, um torcedor do Athletico invadiu o gramado e empurrou o goleiro Hugo Santos, do Corinthians. Após ser detido pela Demafe, constatou-se que o indivíduo, morador da região de Curitiba e com 29 anos de idade, encontrava-se embriagado, impossibilitando seu depoimento. Posteriormente, foi liberado pela polícia, mas será convocado para prestar esclarecimentos sobre a provocação de tumulto.
Por outro lado, o delegado ressaltou a necessidade de uma representação formal do goleiro agredido para que o torcedor possa responder pelo crime de agressão. Diante disso, o acusado será intimado, interrogado e encaminhado para a audiência no juizado especial criminal. Salientou-se também que nenhum representante dos clubes envolvidos procurou a delegacia para tratar do assunto.
O episódio lamentável ocorrido durante Athletico x Corinthians evidencia a importância da conscientização e do respeito nos estádios de futebol. As autoridades policiais seguem acompanhando o desdobramento dos casos, visando garantir a segurança e integridade de todos os envolvidos. A expectativa é de que medidas educativas e punitivas sejam efetivas para coibir condutas violentas e discriminatórias em eventos esportivos.