Quase um ano após ver uma de suas cachorras ser morta a tiros por um policial militar em Guará (SP), a dona de casa Amanda Dourado afirma ainda tomar remédios de uso controlado e depender do apoio psicológico profissional.
Para ela, a indenização de R$ 12 mil determinada pela Justiça, como forma de o estado compensar a perda, é insuficiente para compensar a ausência da cadela, chamada de Pretinha, com quem conviveu por dois anos.
“Acho que nenhum dinheiro no mundo vai trazer ela de volta, mas a justiça foi feita, espero que a Justiça de Deus também seja feita”, afirma.
Danos morais por morte de cachorra
Os disparos foram dados no meio da Avenida Massuo Nakano, no Centro da cidade, em 14 de agosto de 2025, e ocorreram durante uma abordagem da PM contra um jovem que estava com drogas, segundo a Polícia Civil.
Os familiares desse jovem tentaram impedir a abordagem, o que motivou a confusão.
Durante o conflito, três cães que estavam em um dos imóveis saíram na rua, e dois deles chegaram a ir para cima dos PMs, mas recuaram.
‘Ela era muito dócil’
Os momentos em que a cachorra dormia com a dona de casa ou ficava sentada olhando o movimento da rua são lembrados a todo momento pela Amanda, que também se refere à cadela como um animal tranquilo.
“Ela era muito dócil, ela tinha dois anos, todo mundo que passava por aqui mexia com ela, a gente punha a tábua aqui e ela ficava sentada na cadeira, muito dócil. Bem tranquila.”
Também será difícil de esquecer, segundo ela, a ação do policial, que matou a cachorra no meio da rua. “Foi um susto, eu fiquei arrasada. Dá pra ver no vídeo que na hora que deu um tiro nela eu caio no chão, que eu fiquei sem sentido.”



