Indenização negada: Casal tem cabine de cruzeiro invadida por desconhecido nu – Caso vai ao STF em busca de justiça

indenizacao-negada3A-casal-tem-cabine-de-cruzeiro-invadida-por-desconhecido-nu-caso-vai-ao-stf-em-busca-de-justica - Diário do Estado

A Justiça negou indenização a um casal que teve sua cabine de cruzeiro invadida por um desconhecido desprovido de roupas. O homem foi encontrado tocando suas partes íntimas e tendo revirado toda a bagagem dentro da cabine do casal. O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) rejeitou o pedido de indenização feito pelo casal, que viajava a bordo do MSC Seaview, partindo de Santos em direção a Angra dos Reis e Búzios no Rio de Janeiro. A defesa informou que recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo o relato do processo, o casal saiu da cabine para desfrutar das atividades do navio e, ao retornar, se deparou com um homem desvestido e se masturbando em sua cama. O indivíduo fugiu sem roupas ao perceber a presença dos hóspedes. A segurança foi acionada, mas o casal notou que o desconhecido havia mexido em suas bagagens e levado itens pessoais de higiene da mulher, o que os deixou inseguros e desconfortáveis durante a viagem.

Mesmo com a tentativa de trocar de cabine, o casal continuou a se sentir vulnerável, afetando a comemoração do aniversário do homem. Enfurecidos com a situação, ingressaram com uma ação por danos morais e materiais contra a MSC e outras empresas envolvidas, mas o pedido foi negado em primeira instância pela Juíza Leila Andrade Curto, que alegou não haver provas de danos morais ou materiais.

O advogado do casal, Leonardo Oliveira, discordou da decisão, afirmando que a invasão da privacidade do casal por um desconhecido nu vai além de um simples aborrecimento. Segundo ele, essa situação fere direitos fundamentais dos consumidores, como a dignidade humana e a segurança nas relações de consumo. Oliveira recorreu da sentença, mas a 7ª Turma Recursal Cível do TJ-SP manteve a decisão de negar a indenização.

Na tentativa de obter justiça, o advogado apresentou um recurso extraordinário ao Supremo Tribunal Federal, esperando que a violação aos direitos fundamentais do casal seja reconhecida e que a decisão atual seja reformada. Até o momento, a MSC não se posicionou sobre o caso. Ainda assim, o casal busca reparação diante do episódio traumático vivenciado durante o cruzeiro.

MAIS LIDAS
Trágico acidente em Cornélio Procópio resulta na morte de mãe
STF reafirma competência da Justiça comum em contratos PJ. Entenda
Aliados de Flávio Bolsonaro alertam para desmobilização do eleitorado, o
Flávio Bolsonaro se torna tema polêmico após declaração sobre seu

Sem previsão de acordo à vista, vence nesta quarta-feira, 15,