Indígenas ocupam Parque Nacional do Descobrimento em protesto pela Terra Indígena Comexatibá: negociações em curso.

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Indígenas ocuparam a entrada do Parque Nacional do Descobrimento, localizado na cidade de Prado, no extremo sul da Bahia. Segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que administra a área, eles chegaram ao local na tarde de sábado (15) e ainda interditam o acesso neste domingo (16). A ocupação tem como principal reivindicação a homologação da Terra Indígena Comexatibá, que está em outra parte da região e enfrenta uma disputa judicial há alguns anos. Essa ação levou o ICMBio a suspender as atividades no parque por uma questão de segurança.

As conversas entre o instituto e o grupo de indígenas contam com o apoio da Polícia Federal (PF) e de lideranças locais. No entanto, a ocupação foi repudiada por caciques e outros integrantes do movimento indígena, que classificaram a ação como uma violação dos acordos previamente estabelecidos. Além disso, o fechamento do Parque Nacional do Descobrimento ocasionou problemas operacionais, como a suspensão da manutenção de aceiros de prevenção a incêndios, atividades de pesquisa e visitação, além da dispensa temporária dos funcionários que atuam no local.

A liderança indígena e as autoridades estão em negociação para encerrar a ocupação o mais breve possível. O conflito gerou tensão entre as partes, com a ICMBio declarando o fechamento do parque visando garantir a segurança de visitantes, pesquisadores e funcionários. Enquanto isso, as lideranças indígenas destacaram que a ação não representa o genuíno povo Pataxó e acusaram a presença de adversários históricos no movimento de ocupação.

Essa ocupação recente não é um episódio isolado, pois em outras ocasiões indígenas já haviam ocupado o Parque Nacional do Descobrimento. A situação levanta questões sobre a gestão e a preservação de áreas ambientais em territórios disputados, evidenciando a complexidade das relações entre comunidades indígenas, órgãos ambientais e autoridades locais. A resolução desse conflito demanda diálogo, respeito aos acordos estabelecidos e a busca por soluções sustentáveis que atendam às demandas das comunidades locais e garantam a preservação ambiental.

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