Indústria britânica pede que May reconsidere saída do mercado único europeu

A associação britânica EEF, que reúne 20 mil indústrias e empresas de engenharia e tecnologia no Reino Unido, pediu hoje (13) que a primeira-ministra, a conservadora Theresa May, reconsidere seus planos de abandonar o mercado único da União Europeia (UE). A informação é da Agência EFE.

Após May perder a maioria absoluta no parlamento nas eleições legislativas do último dia 8 de junho, o EEF considera que as prioridades do novo governo “devem enfocar de forma radical as negociações sobre o Brexit [saída do Reino Unido da União Europeia] em matéria de comércio”.

O diretor executivo da associação, Terry Scouler, pediu em um comunicado “uma saída suave da União Europeia”, em contraposição ao processo “duro” que May defendeu até agora, pelo qual o Reino Unido abandonaria o mercado único com o objetivo de recuperar o controle da imigração.

“O governo tem que abandonar sua retórica prévia e começar a consertar suas relações com os aliados da UE”, defendeu Scouler. “Isso significa colocar o acesso ao mercado único e alguma forma de união aduaneira no núcleo de uma estratégia revisada”, completou.

O jornal britânico The Daily Telegraph informou hoje que influentes deputados conservadores estão em diálogo com colegas da oposição trabalhista para tentar forçar May a aceitar concessões em matéria de imigração e do mercado único no processo do Brexit.

Fonte: Agência Brasil

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Tribunal Penal Internacional emite mandado de prisão contra Netanyahu e líder do Hamas por crimes de guerra

O Tribunal Penal Internacional (TPI) emitiu, nesta quinta-feira, 21, mandados de prisão internacional para o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, o ex-ministro da Defesa israelense, Yoav Gallant, e o líder do Hamas, Mohammed Deif, por supostos crimes de guerra e contra a humanidade.
 
Os mandados foram expedidos após o procurador do TPI, Karim Khan, ter solicitado a prisão deles em maio, citando crimes relacionados aos ataques do Hamas a Israel em 7 de outubro de 2023 e à resposta militar israelense em Gaza. O TPI afirmou ter encontrado “motivos razoáveis” para acreditar que Netanyahu e Gallant têm responsabilidade criminal por crimes de guerra, incluindo a “fome como método de guerra” e os “crimes contra a humanidade de assassinato, perseguição e outros atos desumanos”.
 
Netanyahu e Gallant são acusados de terem privado intencionalmente a população civil de Gaza de bens essenciais à sua sobrevivência, como alimentos, água, medicamentos, combustível e eletricidade, entre outubro de 2023 e maio de 2024. Essas ações resultaram em consequências graves, incluindo a morte de civis, especialmente crianças, devido à desnutrição e desidratação.
 
Mohammed Deif, líder militar do Hamas, também foi alvo de um mandado de prisão. O TPI encontrou “motivos razoáveis” para acreditar que Deif é responsável por “crimes contra a humanidade, incluindo assassinato, extermínio, tortura, estupro e outras formas de violência sexual, bem como crimes de guerra de assassinato, tratamento cruel, tortura, tomada de reféns, ultrajes à dignidade pessoal, estupro e outras formas de violência sexual”.
 
Os mandados de prisão foram emitidos para todos os 124 países signatários do TPI, incluindo o Brasil, o que significa que os governos desses países se comprometem a cumprir a sentença e prender qualquer um dos condenados caso eles entrem em territórios nacionais.
O governo israelense rejeitou a decisão do TPI, questionando a jurisdição do tribunal sobre o caso. No entanto, os juízes rejeitaram o recurso por unanimidade e emitiram os mandados. O gabinete de Netanyahu classificou a sentença de “antissemita” e “mentiras absurdas”, enquanto o líder da oposição, Yair Lapid, a chamou de “uma recompensa ao terrorismo”. O ex-primeiro-ministro israelense Naftali Bennett também criticou a decisão, considerando-a uma “vergonha” para o TPI.
O conflito na Faixa de Gaza, que se arrasta há mais de um ano, deixou milhares de mortos e devastou a região. A decisão do TPI simboliza um avanço na responsabilização por crimes graves, embora sua eficácia prática seja limitada, dado que Israel e os Estados Unidos não são membros do TPI e não reconhecem sua jurisdição.

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