Infantino se movimenta para garantir presidência da Fifa

Infantino se movimenta para garantir presidência da Fifa

Gianni Infantino, presidente da Fifa, está em uma intensa movimentação nos bastidores para garantir sua permanência no cargo. Recentemente, ele havia conseguido encaminhar sua reeleição para o ciclo de 2027 a 2031, mas se vê agora pressionado após a polêmica em torno do plano de criação da Fifa Forward Enterprise (FFE), um braço comercial da entidade visando a venda de direitos de torneios para investidores.

A proposta original de capitalizar grandes competições, como a Copa do Mundo, encontrou resistência, especialmente da Uefa e de diversas federações. Em um cenário de crescente desconfiança, Infantino tomou a decisão de desistir do projeto apenas três dias após sua revelação, em 31 de julho, tentando minimizar a pressão que estava enfrentando.

Após a desistência da FFE, revelou-se que Infantino havia buscado o apoio do governo dos Estados Unidos, especificamente do secretário de Estado Marco Rubio, para garantir sua posição na entidade. No entanto, a Casa Branca negou que houvesse reuniões agendadas entre os dois. Esse movimento reflete o desespero do dirigente em se manter no poder, especialmente em um momento crítico para a Fifa.

Outra manobra de Infantino foi a proposição de Marrocos como sede da final da Copa do Mundo de 2030. Em troca de apoio em sua reeleição, o dirigente sugeriu que o país africano poderia receber a final do torneio, embora a Fifa tenha negado que essas promessas tenham sido feitas. Marrocos tem sido um dos poucos aliados de Infantino no atual cenário de crise, sendo um suporte importante para sua candidatura.

Para fortalecer ainda mais seu apoio, Infantino utilizou suas redes sociais para destacar manifestações de apoio da Confederação Africana de Futebol (CAF), que possui 54 votos no colégio eleitoral da Fifa. Esse apoio é crucial para suas ambições de reeleição, considerando que diversos países africanos demonstraram respaldo ao seu projeto, enquanto outros como os da Confederação Asiática demonstraram oposição.

Em um ponto estratégico, a Fifa convocou uma reunião de emergência em Marrocos para tratar das preocupações geradas pelo projeto da FFE. Durante essa reunião, foi revelado que a proposta foi vista como uma movimentação unilateral de Infantino, o que resultou em demissões no alto escalão da Fifa e em um clima de descontentamento entre os membros.

A reunião culminou em um pedido de desculpas formal por parte da Fifa, onde a entidade reconheceu erros na condução da proposta relacionada à FFE. Com a presença de vários líderes da Fifa, o encontro resultou em um compromisso de não repetir erros e em uma revisão das práticas de governança da instituição.

Por fim, apesar das tentativas de controlar a crise, a Fifa enviou um recado aos críticos, indicando que não tolerará quaisquer movimentos contra a figura de Infantino. Com essa postura, o presidente da Fifa tenta solidificar sua posição em um momento de intensa pressão e reviravoltas na administração do futebol mundial.

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