Inflação fecha 2025 em 4,26%, dentro do teto da meta pela primeira vez no governo Lula 3

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A inflação fechou em 4,26% no ano de 2025, abaixo do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CNM) em 3%. Essa é a primeira vez que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fica dentro deste intervalo no acumulado fechado de um ano desde 2019, quando ficou em 4,31%, sendo também a primeira vez dentro do atual governo Lula que esse número é registrado. O resultado, divulgado pelo IBGE, representa um alívio para o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, que não precisará redigir a carta para justificar inflação fora da meta. Economistas acreditam que a elevação da taxa básica de juros foi essencial para que a inflação ficasse abaixo dos 4,5% em 2025.
Míriam Leitão: Desemprego e inflação surpreendem e são boas notícias. Ata do Copom destaca detalhes da decisão de manter a taxa de juros em 15% ao ano em dezembro. O IPCA fechou levemente abaixo das expectativas dos analistas, com 4,26% no acumulado do ano. Em 2024, o índice encerrou em 4,83%. Fernando Gonçalves, gerente da pesquisa, destaca que este é o quinto menor resultado da série desde o plano Real.
A alimentação no domicílio foi essencial para que o índice ficasse dentro do teto da meta em 2025. Com preços mais baixos em alimentos como arroz e leite, o grupo registrou queda na comparação com 2024. Por outro lado, o grupo habitação teve maior pressão na variação anual, com destaque para a energia elétrica. Especialistas ressaltam a importância de manter o controle da inflação nos próximos meses, especialmente diante da aceleração dos serviços. Na variação mensal, o IPCA apresentou aceleração para 0,33% em dezembro.

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