Influenciador do PR preso em Dubai e investigado por promover o ‘Jogo do Tigrinho’ retorna ao Brasil após ter prisão revogada
Eduardo Felipe Campelo responde ao processo em liberdade. Defesa afirma que não há provas dos crimes imputados e que nenhuma queixa criminal foi registrada contra ele.
O influenciador Eduardo Felipe Campelo retornou ao Brasil na última segunda-feira (12) após passar um período em Dubai, nos Emirados Árabes, onde chegou a ser preso depois de ser incluído na lista de procurados da Interpol. Investigado por crimes relacionados ao chamado “Jogo do Tigrinho”, ele teve a prisão preventiva revogada pela Justiça do Paraná e responde ao processo em liberdade.
Campelo passou a ser investigado em 2023, suspeito de promover plataformas de apostas ilegais. Segundo a Polícia Civil (PC-PR), ele teria movimentado cerca de R$ 8,5 milhões com a atividade.
Em 2024 Campelo deixou o Brasil sem autorização da Justiça e considerado foragido. Ele foi detido nos Emirados Árabes Unidos, enquanto a Justiça do Paraná solicitava a extradição.
Em 9 de dezembro de 2025, a juíza Ana Carolina Bartolamei Ramos entendeu que não havia mais justificativa para manter a prisão preventiva de Campelo. A decisão levou em conta o fato de o investigado ser réu primário, de os crimes não envolverem violência ou ameaça, e de o processo já estar em fase final, com apenas as alegações finais pendentes.
Eduardo Campelo — Foto: Redes sociais
O Ministério Público do Paraná (MP-PR) se manifestou favoravelmente à revogação da prisão, desde que fossem impostas medidas cautelares alternativas, o que foi acolhido pela Justiça. As medidas são: Retorno ao Brasil dentro do prazo estipulado, o que ocorreu na segunda-feira (12); Apresentação à Justiça em até 48 horas após o desembarque; prazo que posteriormente foi estendido pela juíza. Entrega do passaporte e proibição de deixar o país sem autorização judicial; Atualização do endereço para poder ser encontrado para intimações; Comparecimento periódico em juízo; Proibição de divulgar plataformas de apostas não autorizadas e conteúdos enganosos que associem enriquecimento pessoal a apostas, como o “Jogo do Tigrinho”.
Campelo é natural de Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). Quando embarcou para Dubai, tinha mais de 100 mil seguidores nas redes sociais. Quando começou a ser investigado, compartilhava uma rotina de ostentação nas redes sociais.
O influenciador deve responder pelos crimes de estelionato, estelionato eletrônico, crime contra a economia popular e associação criminosa.
O QUE DIZ A DEFESA DE CAMPELO
Em nota, o advogado Caio Percival, responsável pela defesa do influenciador, afirmou que encara com otimismo a decisão. Segundo ele, a defesa entende que as acusações de estelionato, crime contra a economia popular e de que Campelo seria líder de uma organização criminosa não ficaram comprovadas durante a audiência de instrução.




