Se foi nos protegendo’, diz influenciadora e tutora de cão morto ao ser picado
por coral-verdadeira
Animal foi atacado no quintal de casa e corrida para salvar Dominic teve mais de
7 milhões de visualizações. Veneno da cobra-coral é o mais potente do Brasil.
Cão de influenciadora morre após ser picado por cobra-coral em Florianópolis
O cão da influenciadora Hau Hauschild, que morreu em Florianópolis no início de
janeiro, protegeu a família de coral-verdadeira, considerada a cobra mais venenosa do
Brasil ao ser picado por ela. O caso aconteceu no sábado (3) e a corrida contra o
tempo para salvar Dominic foi publicada nas redes sociais também para alertar
os tutores sobre o perigo desses animais (assista acima).
> “Ele se foi nos protegendo de uma cobra-coral que estava no nosso pátio e
> deixou muita gente, muita gente triste com saudade dele. Mas ele vai estar
> sempre em nossos corações”, disse a influenciadora.
O cão da raça American Staffordshire Terrier estava no quintal de casa, no
bairro Sambaqui, quando foi picado, segundo Hau. A influenciadora e o
companheiro só perceberam algo de errado quando o cão vomitou.
Após os primeiros sinais, eles colocaram o Dominic no carro e seguiram em busca
de um veterinário. Ao chegar à primeira clínica que encontraram, o local estava
fechado. No carro, o cachorro acabou morrendo.
> “Nós tentamos, até o último segundo. Foi um choque para muita gente e para nós
> também, mas a verdade é que tem coisas que nem o amor, nem o dinheiro, nem a
> vontade, nem a fé conseguem negociar com o tempo. Porque foi rápido demais”,
> escreveu.
Além de Dominic, a influenciadora tem outros dois cães, Dakota e Dylan, e
acumula mais de 230 mil seguidores. Na internet, faz conteúdo voltado a rotina
com os animais.
Segundo o biólogo Christian, a coral-verdadeira tem o veneno mais potente entre
as serpentes existentes no país e, embora exista soro antiofídico para humanos,
não há para pets. Por isso, se o animal for picado, é orientado identificar a
cobra e levar o animal ao veterinário rapidamente.
> “Como atinge diretamente o sistema nervoso, as sinapses começam a falhar. E o
> diafragma, músculo que auxilia na respiração, pode parar de funcionar. O
> animal morre de insuficiência respiratória. Às vezes, colocar o animal em
> ventilação mecânica pode aumentar as chances dele sobreviver, mas, realmente,
> é muito difícil”, disse.
Em caso de acidente, procure atendimento médico imediatamente. Se possível, e caso isso não atrase a ida do paciente ao atendimento médico, lave o local da picada, mordida ou contato com água e sabão. Em acidentes nas extremidades do corpo, como braços, mãos, pernas e pés, retire acessórios que possam levar à piora do quadro clínico, como anéis, pulseiras, fitas amarradas e calçados apertados. Não amarrar (torniquete) o membro acometido e, muito menos, corte, queime, esprema ou aplique qualquer tipo de substância (pó de café, álcool, terra, folhas, fezes, entre outros) no local da picada, mordida ou contato. Não tentar “chupar o veneno”. Essa ação apenas aumenta as chances de infecção no local.
Entre em contato com os Bombeiros (193) ou com a Polícia Ambiental da sua cidade (190). Em caso de acidente com serpente, entre em contato com o Samu (192), os Bombeiros (193) ou se dirija ao hospital público mais próximo. Em caso de dúvidas ou orientações sobre procedimentos de primeiros socorros, ligue para o Centro de Informação e Assistência Toxicológica de Santa Catarina (CIATox/SC), pelo telefone: 0800 643 5252.




