Influenciadora Raphaella Brilhante fala sobre tentativa de feminicídio

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Após a prisão do cantor paraibano João Lima no final de janeiro deste ano, a médica e influenciadora Raphaella Brilhante falou pela primeira vez sobre o ocorrido nesta segunda-feira, 23. “Eu sobrevivi a uma tentativa de feminicídio”, desabafou em seu perfil no Instagram. Em um vídeo divulgado nas redes sociais no começo do ano, o artista aparece agredindo a esposa. Após a agressão, Raphaella registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil da Paraíba, que também concedeu medida protetiva a ela. O casal estava casado há cerca de dois meses.

“Essa semana completa um mês desde que tudo aconteceu, desde que tudo veio à tona. Essa semana vai fazer um mês e eu sigo sendo ameaçada e me sentindo com medo”, relatou a influenciadora. “A família do agressor segue tentando me desacreditar e me descredibilizar, fazendo violência psicológica comigo”, continuou Raphaella. João Lima é filho do deputado estadual Cicinho Lima (PL-PB).

“Esse é o meu primeiro pronunciamento. Continua não sendo fácil falar sobre isso”, afirmou a influenciadora. Em seu pronunciamento, ela comentou sobre o turbilhão de emoções pelo qual passou após ser agredida. “A verdade é que a violência não acaba quando você vai embora. Ela muda de forma. Ela continua nos ataques familiares, no trauma que fica na vítima, nas marcas que não podem ser vistas, mas, que são sentidas todos os dias”, pontuou.

Por fim, Raphaella fez um pedido: para que seu público não solte a mão dela ou de outras mulheres que foram vítimas de violência doméstica. “É um pedido para que nossa voz não seja mais silenciada”, finalizou.

Natural de João Pessoa, João Lima atua como cantor, compositor e empresário nos gêneros forró e sertanejo. Ele iniciou a carreira ainda na adolescência, aos 14 anos, e passou a ganhar projeção nacional a partir de 2016, quando começou a ser apontado como um dos novos nomes da música nordestina. O artista pertence a uma família de forte tradição musical no estado. Ele é neto do forrozeiro Pinto do Acordeon, um dos nomes mais tradicionais do forró nordestino, que morreu em 2020, aos 72 anos, vítima de câncer.

Segundo informações divulgadas pela defesa da vítima, os episódios de violência teriam começado após o casamento, ainda durante a lua de mel. Parte das agressões teria sido registrada por câmeras internas da residência do casal. João Lima é investigado por violência doméstica, e o caso segue em apuração pela Polícia Civil da Paraíba. A relação entre Cicinho Lima e o ex-presidente Jair Bolsonaro também tem sido destaque na imprensa local, levantando questionamentos sobre a influência política nesse contexto sensível.

Apesar do cenário conturbado e das ameaças que continua recebendo, Raphaella Brilhante demonstrou coragem ao expor sua história e buscar justiça. Sua atitude de não se calar diante da violência doméstica é um exemplo de força e resistência que pode encorajar outras mulheres a também compartilharem suas experiências e lutar por seus direitos. A solidariedade e apoio da sociedade são fundamentais para combater esse tipo de crime e garantir a proteção das vítimas. É preciso unir esforços para promover uma cultura de respeito e igualdade, onde a violência contra a mulher não seja tolerada em nenhuma circunstância.

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