Início do novo júri de acusada pelo assassinato de fotógrafo no RS

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Na terça-feira (10), teve início um novo julgamento de Paula Caroline Ferreira Rodrigues, condenada a 26 anos e 8 meses de prisão pelo assassinato do fotógrafo José Gustavo Bertuol Gargioni em 2015, em Canoas, RS. Paula havia sido absolvida em 2023, mas o julgamento foi anulado em 2025 a pedido do Ministério Público.

O crime, um homicídio triplamente qualificado, envolveu o fato de Gustavo estar se relacionando com Paula, sem saber que ela namorava Juliano Biron, líder de um grupo criminoso. Segundo o MP, a ré atraiu a vítima para uma emboscada, resultando na agressão e morte do fotógrafo com 19 tiros, que ocorreu após Paula chamar Gustavo para um encontro que serviu como armadilha para que ele entrasse no carro com Juliano.

Contexto do Crime

Gargioni foi encontrado morto em Canoas, atingido por 19 tiros, após um dia desaparecido. O fotógrafo foi torturado antes de ser morto, com seu último paradeiro registrado na Praia do Paquetá durante uma luta corporal com os agressores, Paula e Juliano. O crime chocou a região de Porto Alegre, onde Gustavo trabalhou anteriormente como fotógrafo do Palácio Piratini durante o mandato do ex-governador Tarso Genro.

O delegado que investigou o caso, única testemunha do júri, prestou depoimento pela manhã, fornecendo detalhes cruciais sobre o ocorrido. O desdobramento do assassinato impactou profundamente a comunidade local e levou à condenação de Juliano a mais de 20 anos de prisão em 2020.

Repercussões e Desdobramentos

O desenrolar do julgamento de Paula traz à tona novos detalhes sobre o caso, revelando a complexidade das relações envolvidas e os desdobramentos trágicos que resultaram na morte brutal de Gustavo. A anulação do veredicto anterior abriu caminho para a busca da verdadeira justiça para a vítima e seus familiares, enquanto a condenação de Juliano na Bolívia acrescenta uma nova dimensão ao caso.

Desfecho do Julgamento

Com o início do novo júri, a expectativa é de que a justiça seja plenamente feita e que os responsáveis pelo assassinato de José Gustavo sejam devidamente punidos. O impacto do crime continua a ressoar na comunidade, alimentando debates sobre segurança, violência e justiça.

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