Inquérito da PF investiga denúncia de compra de votos envolvendo prefeito de Manaus: entenda o caso de David Almeida em 2024.

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O prefeito de Manaus, David Almeida, está envolvido em um inquérito conduzido pela Polícia Federal que investiga uma denúncia de compra de votos. A investigação teve início em 2024 e envolve a apreensão de celulares que ainda não foram periciados, mesmo após quase um ano e meio. De acordo com informações da Rede Amazônica, os aparelhos podem conter dados relevantes para o caso em questão.

A operação policial ocorreu na véspera do segundo turno das eleições municipais de 2024. A denúncia recebida pela PF aponta para a convocação de pastores que votam em Manaus a comparecerem a um centro de convenções de uma igreja local, onde foram encontrados envelopes contendo dinheiro. Os valores apreendidos somam R$ 21.650, parte de um montante total de R$ 38 mil recebidos por pessoas ligadas à campanha de David Almeida.

Dois dirigentes da igreja foram presos em flagrante, mas liberados após o pagamento de fiança. Segundo um policial federal envolvido na operação, o local onde o dinheiro foi encontrado parecia destinado exclusivamente à entrega dos valores, sem qualquer outro tipo de atividade sendo realizada no momento.

David Almeida, reeleito prefeito de Manaus em 2024, pretende disputar o governo do Amazonas. Questionada sobre as denúncias, a Secretaria Municipal de Comunicação não se pronunciou até o momento. O Ministério Público também evitou comentar o assunto, alegando que qualquer manifestação poderia prejudicar o andamento do processo.

Ainda aguardando a perícia dos celulares apreendidos, a Polícia Federal e o Ministério Público aguardam a autorização do juiz eleitoral responsável para acessar o conteúdo dos aparelhos. Especialistas consultados alertam para a necessidade de conclusão rápida das investigações eleitorais de acordo com a legislação vigente, evitando prazos prolongados e pouco razoáveis.

O delegado da PF responsável pelo caso não quis comentar sobre a demora na realização da perícia. Enquanto isso, a Rede Amazônica tenta contato com a Prefeitura de Manaus e com a direção da igreja envolvida para obter posicionamentos sobre o caso. A expectativa é de que em breve o andamento do inquérito traga mais clareza e possíveis desdobramentos sobre as acusações envolvendo o prefeito e os envolvidos na denúncia.