Interventor de Turilândia fará relatório para avaliar desvios de R$ 56 milhões: entenda a situação e os desdobramentos

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Interventor de Turilândia fará relatório para avaliar situação administrativa do município após desvios de R$ 56 milhões

Thiago Josino teve o nome aprovado nesta quinta-feira (12) e diz que fará diagnóstico da gestão em até 90 dias. Município passa por intervenção após escândalo que apontou desvio de R$ 56 milhões dos cofres públicos.

O defensor público Thiago Josino Carrilho de Arruda Macêdo, que teve o nome aprovado para ser o interventor de Turilândia (MA), afirmou nesta quinta-feira (12) que a prioridade será a elaboração de um relatório, em até 90 dias, para diagnosticar a situação administrativa, orçamentária do município.

A cidade com pouco mais de 30 mil habitantes e localizada a 160 km de São Luís, teve o prefeito, a vice-prefeita e vereadores envolvidos em um escândalo que desviou R$ 56 milhões dos cofres públicos.

➡️ O interventor tem função de assumir, de forma temporária, a administração pública quando há graves desordens, inadimplência de dívidas, não prestação de contas ou descumprimento de decisões judiciais, visando restaurar a legalidade.

“Tenho que apresentar esse relatório circunstancial de todas as situações orçamentárias, financeiras, dos contratos e de como está a condução da gestão municipal de Turilândia. E a partir daí, vou fazer um diagnóstico para ver o que é preciso para que os trabalhos sejam realizados de forma concreta”, explicou o defensor público e agora interventor.

A indicação de Thiago Josino foi aprovada nesta quinta-feira por parlamentares da Assembleia Legislativa do Maranhão (Alema) e agora, o nome dele deve ser publicado no Diário Oficial. Ele deve tomar posse nos próximos dias e permanecer no cargo por pelo menos seis meses.

Enquanto estiver como interventor de Turilândia, ele será afastado das suas funções na Defensoria Pública do Estado do Maranhão (DPE/MA). Para fazer diagnóstico da situação de Turilândia, o interventor contará com o apoio de uma equipe técnica, de secretários municipais e servidores do município.

De acordo com o Thiago Josino, ele fará um trabalho na base do diálogo com servidores e secretários municipais, mesmo com a mínima participação do Poder Legislativo.

A intervenção, que dura inicialmente 180 dias, foi autorizada pelo Tribunal de Justiça após o presidente da Câmara assumir a prefeitura mesmo sendo investigado por desvio de recursos. A medida vale só para o Executivo; a Câmara segue funcionando normalmente.

O governador do Maranhão, Carlos Brandão (sem partido) nomeou o defensor público Thiago Josino Carrilho de Arruda Macêdo como interventor de Turilândia.

A intervenção se tornou necessária porque práticas ilegais comprometeram serviços essenciais como saúde, educação e segurança. O MP diz que medidas anteriores não foram suficientes e que a administração municipal foi tomada por uma organização criminosa desde 2021.

Thiago Josino é defensor público, tem experiência na área institucional e administrativa, preside o Conselho Penitenciário do Maranhão e é pós-graduado em Direito Público e em Educação em Direitos Humanos.

Vereadores de Turilândia (MA) são presos após descumprirem medidas cautelares. Oito dos 11 vereadores que são investigados por envolvimento no caso e estavam em prisão domiciliar, tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça do Maranhão. A decisão foi tomada após eles descumprirem regras como o uso da tornozeleira eletrônica.

Após audiência de custódia realizada nesta quinta, a prisão deles foi mantida. Agora eles serão levados ao Presídio de Pinheiro, onde devem ficar à disposição da Justiça. Foram presos os vereadores: Gilmar Carlos Gomes Araújo, Mizael Brito Soares, José Ribamar Sampaio, Nadianne Judith Vieira Reis, Sávio Araújo e Araújo, Josias Fróes, Carla Regina Pereira Chagas, Inailce Nogueira Lopes.

O prefeito de Turilândia, Paulo Curió (União Brasil) e outros envolvidos no esquema continuam presos por decisão da Justiça do Maranhão. Dentre os presos, estão a ex-vice-prefeita do Município e servidores públicos que foram apontados por participação nos desvios.

O MP-MA denunciou, no último dia 19 de janeiro, o prefeito de Turilândia, Paulo Curió (União Brasil), a vice-prefeita, a ex-vice-prefeita e sete familiares por suspeita de desviar R$ 56 milhões de recursos públicos, segundo a Operação Tântalo II.

Segundo o Ministério Público, o grupo formou uma organização criminosa estruturada, estável e com divisão de funções. O objetivo era obter vantagens indevidas por meio de fraudes a licitações, corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro.

A operação, deflagrada no dia 22 de dezembro, apura o desvio de R$ 56,3 milhões dos cofres públicos, envolvendo empresas de fachada criadas pelo prefeito Paulo Curió (União Brasil) e seus aliados políticos. Os desvios eram principalmente das áreas da Saúde e da Assistência Social.

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