Clientes da corretora acusada de golpe em Ribeirão Preto buscam recuperar seus investimentos há cinco anos. Entre as vítimas estão 13 investidores que afirmam ter perdido o total de R$ 5 milhões e já moveram ações cíveis. O advogado espera que o avanço das investigações criminais possa acelerar o reembolso.
A justiça tornou réus três empresários suspeitos de apropriarem-se do dinheiro dos investidores. Os clientes que realizaram aplicações na Mercatore, acusada pelo Ministério Público Federal por golpes financeiros em Ribeirão Preto (SP), tentam recuperar seus investimentos há aproximadamente cinco anos. O advogado Bruno Borges declara que os valores perdidos podem ser muito maiores hoje devido aos juros acumulados.
Após uma tentativa de acordo que não foi aceita, as ações judiciais resultaram em alguns bloqueios de bens, porém sem o sucesso pretendido de recuperar os recursos financeiros. A busca por justiça continua, mas medidas efetivas ainda não foram alcançadas.
Um grupo de clientes está inserido na lista de mais de 600 pessoas que, segundo o Ministério Público Federal, realizaram investimentos na Mercatore ou Meca, corretoras relacionadas aos empresários Breno Pignata, Felipe Rassi e Edilson Games. Eles agora são réus por crimes financeiros e associação criminosa.
As informações divulgadas indicam que os réus captaram recursos financeiros de centenas de pessoas, convencendo-as a investir nos fundos da Mercatore e/ou Meca. A Polícia Federal identificou diversas transações feitas sem respeitar os contratos de prestação de serviços dos clientes, comprometendo suas rentabilidades e a possibilidade de resgate dos investimentos.
Bruno Borges relata que muitos investidores tiveram acesso a resgates parciais, porém, a maioria foi impossibilitada de recuperar parte ou a totalidade dos valores investidos quando a empresa encerrou suas atividades. Apesar das promessas feitas pelos acusados, como fundo garantidor próprio e altos rendimentos, não cumpriram com o combinado, prejudicando os clientes.
A denúncia do Ministério Público Federal sustenta que os indiciados realizaram apropriação indébita, além de gestão temerária e atuação como assessores de investimento sem autorização. A juíza federal tornou os três empresários réus e espera-se que as medidas tomadas na esfera criminal possam acelerar os processos cíveis para ressarcimento dos prejudicados. A expectativa é que o envolvimento do Ministério Público possibilite um rastreio mais eficaz dos valores e bens envolvidos.




