Recentemente, a trend “Caso ela diga não” tomou conta das redes sociais e gerou polêmica ao estimular a violência contra as mulheres. Vídeos viralizaram mostrando homens reagindo de forma agressiva quando uma mulher nega um pedido de casamento, simulando situações de violência com armas de fogo e facas. Diante disso, a Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou um requerimento pedindo à Procuradoria Geral da República que investigue a conduta dos autores desses vídeos.
O deputado Pedro Campos (PSB-PE) foi o responsável pelo requerimento, que teve como objetivo identificar os autores dos vídeos e verificar a tipificação dos crimes de apologia à violência contra a mulher. Além disso, foram solicitadas medidas para monitorar e prevenir conteúdos semelhantes, bem como a responsabilização dos envolvidos e a remoção dos vídeos ilícitos. A Polícia Federal também entrou em ação, derrubando perfis e abrindo um inquérito para investigar a trend “caso ela diga não”.
Reações Iniciais
Em resposta à repercussão negativa, o TikTok removeu os vídeos associados à trend, alegando que violavam as diretrizes da plataforma. Os criadores simulavam agressões em situações românticas, com reações agressivas diante da possibilidade de rejeição por parte das mulheres. A empresa destacou que não permite discursos de ódio, comportamentos violentos ou promoção de ideologias nocivas, e que mantém a moderação atenta para identificar conteúdos violativos.
Polícia Federal e TikTok agem
A PF realizou uma ofensiva para desarticular a disseminação dos vídeos, que incitavam a violência contra as mulheres. Paralelamente, o TikTok removeu os posts identificados como associados à trend “caso ela diga não” após solicitação da imprensa. Os vídeos deletados mostravam situações de abordagem romântica seguidas de reações agressivas, desrespeitando as políticas da plataforma.
Decisões e reflexões
Diante do repúdio generalizado e das ações tomadas pela Polícia Federal e pelo TikTok, fica evidente a gravidade e a inaceitabilidade de conteúdos que promovem a violência contra as mulheres. A investigação em curso e a remoção dos vídeos ilegais apontam para a necessidade de proteger as vítimas e responsabilizar os agressores. É essencial que a sociedade se una no combate a práticas que atentam contra a integridade e a segurança das mulheres, reforçando os valores de respeito e igualdade.




