Investigação da PF: Influenciadores Digitais sob Suspeita de Difamação e Obstrução de Justiça no Caso Banco Master

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A Polícia Federal vem apurando suspeitas de difamação e obstrução de justiça em um inquérito sobre influenciadores digitais. O inquérito foi aberto depois que os influenciadores afirmaram ter sido procurados para gravar conteúdos com críticas ao Banco Central devido à liquidação do Banco Master. A PF abriu o inquérito para investigar a situação em que os influenciadores foram pagos para atacar o Banco Central após a liquidação do Master.

Investigadores da Polícia Federal estão focando em duas principais suspeitas de crimes no caso Master envolvendo influenciadores digitais. Eles avaliam que há indícios de difamação e obstrução da justiça, o que pode significar uma tentativa de atrapalhar as investigações ou manipular o resultado das apurações criminais. A PF mira nesses dois crimes pelos indícios colhidos até o momento e espera estabelecer quais condutas criminosas podem ter ocorrido com base nas provas encontradas no inquérito.

Existe a suspeita de que os influenciadores digitais teriam recebido dinheiro para fazer um ataque coordenado contra o Banco Central no caso do Banco Master, disseminando informações falsas sobre a liquidação do banco Master e insinuando que teria sido uma ação precipitada ou errada por parte do Banco Central. Esses ataques em potencial configurariam o crime de difamação, enquanto a obstrução de justiça se refere à tentativa de influenciar o poder judiciário desacreditando um órgão técnico como o Banco Central.

De acordo com o artigo 2º da Lei de Organizações Criminosas, quem impede ou embaraça a investigação de infração penal envolvendo uma organização criminosa pode ser punido com reclusão de 3 a 8 anos e multa. O objetivo dessas ações poderia ser criar uma distração em relação à atuação do regulador e interferir no processo criminal.

Todos esses possíveis crimes só podem ser confirmados ou descartados durante o curso da investigação, até a fase do relatório final, que pode ou não apontar indiciamentos. Durante essa fase, a PF vai reunir dados, postagens e depoimentos de suspeitos para construir o caso. A abertura do inquérito foi autorizada por Dias Toffoli, relator do caso no Supremo Tribunal Federal, com o objetivo de apurar uma possível ação coordenada contra o Banco Central após a liquidação do Banco Master.

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