Cão de Orelha: quais os próximos passos da investigação após volta de adolescentes
suspeitos ao Brasil
As agressões que resultaram na morte do cão comunitário de cerca de 10 anos
ocorreram na Praia Brava, em Florianópolis. Pais e tio de suspeitos foram
indiciados por coação no processo.
Cão de Orelha: pais e tio de adolescentes são indiciados por coagir testemunha
Adolescentes suspeitos de maus-tratos contra o cão comunitário Orelha,
que morreu após agressões na Praia Brava, em Florianópolis, serão ouvidos na
próxima semana, acompanhados por seus representantes legais, segundo a Polícia
Civil nesta sexta-feira (30). Dois dos investigados estavam fora do país e
retornaram ao Brasil na quinta-feira (29).
As agressões ocorreram no início do mês, mas chegaram ao conhecimento da polícia
em 16 de janeiro. O animal foi encontrado agonizando por pessoas que estavam no
local, levado a uma clínica veterinária, mas morreu devido à gravidade dos
ferimentos.
Segundo o delegado Renan Balbino, da Delegacia Especializada de Adolescentes em
Conflito com a Lei (DEACLE), um dos quatro adolescentes inicialmente
identificados como suspeitos do ato infracional foi ouvido nesta semana e negou
que estava na praia no momento do ocorrido.
De acordo com o investigador, os demais adolescentes serão ouvidos na próxima
semana, acompanhados de um responsável legal, como determina o Estatuto da
Criança e do Adolescente (ECA), e na presença de um advogado, caso desejem. A
data das oitivas ainda será marcada.
A Polícia Civil analisa quase mil horas de gravações feitas por câmeras de
segurança na região da Praia Brava no período das agressões. De acordo com
Balbino, um relatório complementar de investigação está sendo elaborado e deve
ajudar na elucidação do caso.
O cão Orelha não era o único animal comunitário na Praia Brava. Era um dos três
cães que se tornaram mascotes da região, recebendo cuidados e alimentação dos
moradores locais. A morte dele gerou comoção na comunidade e nas redes sociais,
com várias homenagens e pedidos por justiça.
Os adolescentes também são investigados por possível participação em outros atos
ilícitos ocorridos na região neste mês, como um caso de furto de bebida
alcoólica, danos ao patrimônio e perturbação de sossego. Essas investigações
serão separadas em autos apuração de ato infracional próprios, de acordo com a
Polícia Civil.




