O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) decidiu arquivar a investigação policial envolvendo um deputado, dois delegados e um advogado, que foram delatados por Vinicius Gritzbach por supostamente terem exigido mais de R$ 5 milhões em propina para não incriminá-lo por lavagem de dinheiro. De acordo com a Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ), não foram encontradas provas que sustentem a acusação de corrupção contra os investigados.
Os envolvidos nessa denúncia são o deputado estadual Antonio Olim, que também é delegado licenciado e filiado ao Partido Progressista (PP), juntamente com os delegados Fábio Pinheiro Lopes, conhecido como ‘Fábio Caipira’, e Murilo Roque. A delação feita por Gritzbach, antes de ser assassinado em uma emboscada em 2024, evidenciou a suposta solicitação de propina por seu então advogado, Ramsés Benjamin Samuel Costa Gonçalves.
A investigação revelou que Gritzbach, um empresário do ramo imobiliário envolvido com lavagem de dinheiro do tráfico de drogas do Primeiro Comando da Capital (PCC), teria sido pressionado a pagar a quantia milionária para evitar complicações legais. Além dos R$ 5 milhões, ele também teria desembolsado mais R$ 800 mil em honorários advocatícios.
Entretanto, segundo o procurador de Justiça Sérgio Turra Sobrane, não foram encontradas confirmações substanciais que respaldassem a denúncia de Gritzbach. Diante disso, o deputado Olim comemorou a decisão da Justiça, reiterando sua inocência diante das acusações infundadas.
Após a morte do delator, os delegados e o advogado tiveram seus nomes divulgados pela imprensa, levando ao afastamento preventivo dos cargos que ocupavam. Uma força-tarefa foi montada para investigar o caso, que culminou na identificação dos mandantes do assassinato de Gritzbach, além de agentes da Polícia Militar envolvidos na execução.
A Polícia Federal segue investigando a cobrança de propina por policiais civis, com nove agentes já detidos. O desenrolar do caso revela um esquema criminoso de corrupção envolvendo diversas autoridades, que agora respondem legalmente pelas suas ações. O desfecho desse processo ainda reserva desdobramentos complexos e desafiadores para o sistema de segurança pública.
Por fim, a Justiça segue atuando de forma incisiva para garantir a transparência e a responsabilização dos envolvidos nesse intrincado cenário de corrupção e violência. É fundamental que casos como esse sejam conduzidos com rigor e imparcialidade, visando restaurar a confiança da sociedade nas instituições e promover a justiça em sua plenitude.