Alvo destruiu celular durante buscas em investigação de plano do PCC para matar promotor em Campinas
Ação foi deflagrada após denúncia anônima de atentado contra promotor do Gaeco, diz Ministério Público. Investigação aponta que um dos principais articuladores do plano está foragido há anos.
Durante o cumprimento de mandados na operação que investiga um plano do PCC para matar um promotor de Justiça em Campinas, um dos alvos tentou se desfazer de provas destruindo um celular. A informação foi confirmada pelo promotor de Justiça Marcos Rioli.
Em entrevista ao Estúdio i, da GloboNews, Rioli classificou a atitude como “obstrução à justiça”.
“A investigação se dá sobre organização criminosa, e a lei, tipificando essa conduta como obstrução à justiça, tentando se desfazer de provas, evitando que se apure a verdade e garantindo-se a impunidade.”
A operação foi deflagrada às pressas na manhã desta sexta-feira (29) após o Ministério Público receber e confirmar a veracidade de uma denúncia anônima sobre o plano de atentado contra o promotor que atua no caso.
Segundo o promotor, a investigação original contra um dos alvos da operação de hoje tramita desde fevereiro de 2025. Este alvo respondia ao processo em liberdade. Na última quarta-feira (27), uma denúncia anônima informou que ele, junto a outros integrantes da facção, planejava um atentado contra o promotor do Gaeco de Campinas responsável pelo caso.
“Nós colhemos essas informações, trabalhamos elas, conseguimos comprovar a sua veracidade e, diante disso, diante da urgência e da gravidade dos fatos, despachamos ontem com o juízo de Campinas, que deferiu os mandados de busca e apreensão e de prisão temporária,” afirmou Rioli.
O promotor também confirmou que um dos principais articuladores do plano de atentado está foragido há anos. “Pelo que consta, é essa informação que nós temos. Estamos trabalhando também para que, agora também com mandado expedido pelo juízo de Campinas, possamos cumprir essa ordem judicial.”
Questionado se a informação de que o executor do crime seria contatado no Rio de Janeiro indicaria um “consórcio” entre facções, Rioli foi cauteloso. “No presente caso não identificamos, por hora, eventual consórcio ou ajuste entre facções. O que está chegando até nós é de que a facção criminosa que atua aqui em São Paulo, o PCC, está por trás disso.”
Rioli afirmou que os celulares e documentos apreendidos na operação de hoje são muito importantes e que os presos serão interrogados.