Wellington foi detido por se passar por um médico em uma clínica de São Paulo e realizar exames de ultrassom em uma UBS. A fraude veio à tona quando ele afirmou ter visto a vesícula de uma paciente que não possuía o órgão. A denúncia foi feita ao diretor de Saúde municipal, que acionou a polícia para investigar. Diversos pacientes já prestaram depoimento, mas a polícia planeja ouvir mais pessoas, incluindo o verdadeiro médico envolvido no caso. O suspeito, aluno de Medicina no quinto ano, alegou informalmente que receberia R$ 2 mil pelo serviço.
A Polícia Civil suspeita de um possível acordo entre o falso médico e o profissional verdadeiro, que deverá ser interrogado. O falso médico não foi formalmente acusado, mas é considerado parte das investigações. Ele foi autuado por exercício ilegal da medicina e falsidade ideológica. O empresário passou por audiência de custódia e teve sua prisão convertida para preventiva. A defesa do suspeito, Celino Barbosa de Souza Netto, pretende recorrer da decisão e provar a inocência de seu cliente durante o processo.
A prefeitura de Cananéia afirmou que o falso médico atuou na UBS por apenas um dia. O verdadeiro médico foi contratado regularmente pela gestora de saúde, com todos os documentos exigidos, incluindo CRM válido. Segundo a administração municipal, o caso foi identificado e medidas foram tomadas. Todos os pacientes atendidos pelo falso médico estão sendo reconvocados para repetir os exames na próxima semana. A prefeitura salientou que a realização de exames sem habilitação legal é uma grave violação ética e jurídica.




