Investigação sobre desaparecimento da família Aguiar segue sem desfecho

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Após cinquenta dias do desaparecimento de Silvana Germann de Aguiar, 48 anos, e dos seus pais Isail Aguiar, 69, e Dalmira Aguiar, 70, as investigações continuam sem desfecho. A Polícia Civil, enfrentando diversas barreiras, trabalha com a hipótese de feminicídio, duplo homicídio e ocultação de cadáver, com um único suspeito: o policial militar Cristiano Domingues Francisco, ex-companheiro de Silvana, que encontra-se preso temporariamente desde 10 de fevereiro.

Em nota, o advogado Jeverson Barcellos, representante de Cristiano, informou que mantém efetiva colaboração com as autoridades e analisará a decisão e seus fundamentos para eventual combate por meio de habeas corpus.

Falta dos Corpos

A ausência dos corpos das vítimas impede a conclusão de pontos-chave da investigação, como determinar a causa das mortes, identificar como os crimes teriam ocorrido e confirmar se houve participação de outras pessoas. A ocultação dos corpos, que faz parte da principal linha investigativa, torna difícil estabelecer a dinâmica do caso com precisão.

Suspeito em Silêncio e Acesso a Provas

Cristiano Domingues Francisco optou por exercer o direito de permanecer em silêncio diante das perguntas da polícia. Além disso, ele e sua atual companheira recusaram-se a fornecer as senhas dos celulares, dificultando o acesso a conversas, dados de localização e outras informações relevantes.

Veículo Visto em Câmeras

Um carro vermelho modelo Fox foi visto entrando na casa de Silvana na noite do desaparecimento. No entanto, as imagens não permitiram a leitura da placa, o que levou a polícia a iniciar uma busca entre os mais de 6 mil veículos iguais registrados no Rio Grande do Sul.

A investigação aguarda laudos complexos do Instituto-Geral de Perícias sobre sangue humano, material genético e vestígios coletados na casa da família. Partes da investigação estão paralisadas à espera dos resultados.

Investigadores descobriram que parentes de Cristiano compraram novos celulares após a prisão do policial, levando a crer na possibilidade de ocultação de provas.

Embora não tenha havido movimentação nas contas das vítimas após o desaparecimento, a falta de dados sobre aplicações financeiras impede uma avaliação de possíveis motivações financeiras para o crime.

Câmeras da residência de Silvana podem ter sido manipuladas, o que dificulta a investigação. A polícia aguarda laudo técnico para descobrir se há cópias de segurança das imagens.

Relembre o Caso

Uma linha do tempo detalha os principais acontecimentos da investigação desde o desaparecimento da família Aguiar. Desde o último contato com Silvana até as operações recentes da polícia em busca de respostas.

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