Investigações apontam corrupção da Receita por PCC em portos e aeroportos: ação conjunta é crucial para combater o crime

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O PCC corrompeu agentes da Receita em portos e aeroportos, conforme apontam investigações da Polícia Federal. Mensagens trocadas entre membros da facção indicam que uma célula especializada em despachar cargas milionárias de cocaína para a Europa contava com o apoio de agentes públicos corrompidos. Essas mensagens revelam a possível colaboração de servidores da Receita Federal na facilitação do envio da droga para o exterior.

Após uma apreensão de 322 quilos de cocaína escondidos em meio a uma carga de cerâmica, o líder do grupo criminoso buscou entender como a descoberta da droga ocorreu. A troca de mensagens entre membros do PCC sugere a existência de agentes corruptos da Receita Federal que estavam envolvidos no esquema. As operações de apreensão realizadas pela Receita em 2020 indicam a frequente utilização de portos brasileiros por grupos criminosos para o tráfico de drogas.

Além do suposto envolvimento de agentes da Receita Federal, as mensagens interceptadas pela PF revelam a atuação de um profissional no Porto de Paranaguá, responsável por fornecer informações privilegiadas ao grupo criminoso. Esse “planner” era responsável pelo planejamento do processo logístico no terminal de contêineres do porto, facilitando a ocultação da cocaína em cargas lícitas.

Em outra frente, um administrador do aeroporto de Boa Vista, em Roraima, foi identificado como colaborador do PCC no envio de cargas de cocaína para a Europa por via aérea. Esse administrador, de acordo com relatório policial, ajudava a célula criminosa a encaminhar a droga para a Grã-Bretanha, através de voos particulares até a Bélgica. A investigação aponta para a participação de um agente da Receita Federal que facilitava a passagem das bagagens com drogas nos aviões usados pelo tráfico.

Segundo a defesa de Agati, líder do PCC preso e apontado como “concierge do PCC”, ele é presumido inocente e não possui conexão com o crime organizado. A defesa ressalta que Agati é um empresário idôneo, sem histórico criminal. Já a defesa de Werner da Rocha, administrador do aeroporto, não foi localizada. A complexidade das investigações demonstra a necessidade de ações rigorosas para combater a corrupção e o tráfico de drogas em portos e aeroportos.

É fundamental que os órgãos competentes continuem a investigar e punir agentes públicos envolvidos em esquemas criminosos, garantindo a segurança e a integridade das operações nos portos e aeroportos brasileiros. A colaboração entre as autoridades, a Polícia Federal e a Receita Federal é essencial para combater o crime organizado e proteger a sociedade dos males associados ao tráfico de drogas.

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