O Diário do Estado informou que o delegado de Juiz de Fora está investigando se houve estelionato no desvio de dinheiro dos fundos de formatura. Cerca de 150 contratos foram apreendidos para investigação. Samuel Neri, da 7ª delegacia, estima que o valor movimentado das contas dos estudantes ultrapassa os R$ 10 milhões. O proprietário da Phormar conversou com a imprensa e negou que tenha havido calote, afirmando que um grupo de Montes Claros assumirá as próximas festas.
Uma entrevista coletiva conduzida pelo delegado Samuel Neri apresentou detalhes das investigações sobre os desvios de fundos de formatura da empresa Phormar Formaturas e Eventos Ltda, de Juiz de Fora. O total da quantia movimentada ainda não foi divulgado, mas 150 contratos foram apreendidos para análise, incluindo computadores pessoais e da empresa. As investigações visam avaliar a responsabilidade da empresa, que tem 28 anos de mercado, assim como a possibilidade de dolo.
Delegacias de outros estados, como Volta Redonda, também devem ser acionadas, pois há contratos de fundos de formatura com a empresa juiz-forana nesses locais. Apenas em Juiz de Fora, foram registrados 25 boletins de ocorrência contra a Phormar. O delegado Neri ressaltou a necessidade de investigação minuciosa devido à abundância de documentos, análises periciais contábeis e possíveis atos dolosos.
Em relação ao futuro das festas de formatura, um grupo econômico com sede em Montes Claros deve assumir as dívidas e os compromissos das festas agendadas com a Phormar. O Grupo Vision comunicou que honrará todos os contratos e eventos, inclusive realizando pagamentos referentes a serviços de bufê. O proprietário da empresa procurou esclarecer a situação, afirmando que a Phormar não parou e que os eventos programados prosseguirão, contando com o apoio do novo grupo.
Diante das alegações sobre desvios milionários e possíveis problemas financeiros, a Phormar tenta manter sua reputação e garantir a realização das festas programadas. A empresa está se esforçando para tranquilizar os universitários e assegurar que todos os compromissos serão cumpridos. A investigação prossegue para determinar se houve estelionato, e o proprietário espera que a situação seja esclarecida e que a empresa consiga seguir em frente sem maiores prejuízos. O Diário do Estado continuará acompanhando o desdobramento desse caso e fornecendo atualizações à comunidade.