A escalada de tensão entre Irã e Estados Unidos ganhou novo capítulo após o presidente estadunidense, Donald Trump, afirmar que “uma civilização inteira morrerá” caso não haja acordo com Teerã. A declaração foi classificada pelo governo iraniano como incitação a crimes de guerra e potencial genocídio, em meio ao impasse no Estreito de Ormuz, área estratégica para o comércio global de petróleo.
Segundo o DE, a reação oficial foi apresentada pelo representante iraniano na ONU, Amir-Saeid Iravani, durante sessão do Conselho de Segurança. Ele pediu que a comunidade internacional condene as falas de Trump e alertou para os riscos de uma escalada ainda maior no conflito.
Iravani afirmou que as declarações do presidente dos Estados Unidos representam uma ameaça grave ao direito internacional. “O Irã não ficará de braços cruzados diante de crimes de guerra tão graves. Exercerá, sem hesitação, seu direito inerente de autodefesa e tomará medidas recíprocas imediatas e proporcionais”, declarou.
Irã Leva Denúncia à ONU
A crítica veio após Trump endurecer o discurso ao tratar das negociações com Teerã. “Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada. Eu não quero que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá. Contudo, agora que temos uma mudança de regime completa e total, onde mentes diferentes, mais inteligentes e menos radicalizadas prevalecem, talvez algo revolucionário e maravilhoso possa acontecer, QUEM SABE?”, afirmou.
Em entrevista ao canal Fox News, Trump voltou a indicar a possibilidade de ação militar caso não haja avanço nas negociações. O jornalista Brett Baier relatou a posição do presidente: “Ele disse que, se chegarmos a esse ponto, haverá um ataque como nunca se viu antes. E ele mantém essa posição até o momento”.
O prazo estabelecido por Washington para um acordo coincide com o agravamento da crise no Estreito de Ormuz, responsável por cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo. A instabilidade na região já impacta os preços globais de energia.
Mobilização Interna no Irã
Diante do cenário, autoridades iranianas intensificaram a mobilização interna. O secretário do Conselho Supremo da Juventude e dos Adolescentes, Alireza Rahimi, convocou diferentes setores da sociedade para proteger instalações estratégicas, como usinas de energia.
O presidente Masoud Pezeshkian afirmou que milhões de cidadãos já se voluntariaram para defender o país. “Mais de 14 milhões de iranianos valentes já declararam, até este momento, estar prontos para sacrificar suas vidas em defesa do Irã. Eu também tenho sido, sou e continuarei sendo alguém disposto a dar a vida pelo Irã”, escreveu.
Relatos indicam um ambiente de preocupação em Teerã. De acordo com a agência Associated Press, moradores descrevem um cenário de insegurança diante da possibilidade de novos ataques e de cortes de energia. Um jovem ouvido sob anonimato resumiu a situação: “Sinto que estamos presos entre as lâminas de uma tesoura”.
Clima de Incerteza e Impasse Diplomático
As negociações seguem sem solução. Uma proposta intermediada pelo Paquistão, que previa cessar-fogo imediato e prazo adicional para um acordo mais amplo, foi rejeitada pelo Irã. O governo iraniano, porém, prefere negociar diretamente o fim definitivo do conflito, o que mantém o impasse e amplia o risco de agravamento da crise internacional.
O evento em Manaus atraiu milhares de pessoas durante a Semana Santa. De acordo com a organização, 60 piscicultores de sete municípios do Amazonas participam da iniciativa. A expectativa é atender mais de 30 mil consumidores até o fim da semana.
Os preços dos pescados estão até 30% mais baixos em comparação com o mercado tradicional, de acordo com levantamento da ADS. O tambaqui, por exemplo, é vendido a partir de R$ 12 o quilo.
Locais e Horários de Funcionamento
O feirão acontece em dois pontos da capital amazonense. A Arena Poliesportiva Amadeu Teixeira, no bairro Flores, e o Centro Cultural dos Povos da Amazônia, no bairro Crespo, funcionam das 7h às 19h nesta quarta e quinta. Na sexta-feira (3), o atendimento vai das 7h às 13h.
Além do pescado, os locais contam com a Feira de Produtos Regionais, onde consumidores encontram frutas, verduras e legumes direto do produtor. A iniciativa fortalece a economia local e reduz a cadeia de intermediários.
Outro diferencial é o serviço gratuito de limpeza e retirada de espinhas, oferecido aos clientes. A medida facilita o preparo do peixe e tem sido bem avaliada por quem passa pelo local.
Impacto Econômico e Segurança Alimentar
A realização do Feirão do Pescado também tem impacto direto na segurança alimentar da população. De acordo com especialistas, iniciativas como essa garantem acesso a proteínas de qualidade a preços justos.
O evento movimenta a economia de cidades do interior, que escoam sua produção para a capital. Presidente Figueiredo, Manacapuru e Itacoatiara estão entre os municípios participantes.
“É uma oportunidade de valorizar o produtor local e oferecer ao consumidor um produto fresco e sustentável”, destacou o presidente da ADS em entrevista ao DE.
Expectativa para os Próximos Dias
Com a proximidade da Sexta-feira Santa, a expectativa é de aumento no fluxo de consumidores. A organização recomenda que os visitantes cheguem cedo para evitar filas e garantir as melhores opções de pescado.
A ADS também informou que reforçou as equipes de limpeza e segurança nos dois locais. A estrutura conta com tendas cobertas, gelo para conservação e sinalização de acessibilidade.
O Feirão do Pescado se consolida como uma das principais ações de abastecimento durante a Semana Santa no Amazonas. A iniciativa completa 15 anos em 2026 e tem servido de modelo para outros estados da região Norte.



