O Irã anunciou neste sábado, 18 de abril de 2026, o restabelecimento do controle militar sobre todo o tráfego no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o escoamento de petróleo e mercadorias. Segundo informações publicadas pela RT Brasil, a decisão foi justificada por Teerã como resposta às “repetidas violações” e a atos de “pirataria” atribuídos aos Estados Unidos sob o pretexto de um bloqueio naval.

O anúncio foi feito pelo porta-voz do Quartel-General Central de Khatam al-Anbiya, Ebrahim Zolfaghari, que afirmou que o Irã havia aceitado, “agindo de boa-fé”, permitir a passagem controlada de um número limitado de petroleiros e navios mercantes pelo estreito, em conformidade com entendimentos obtidos em negociações anteriores. Ainda assim, segundo ele, Washington teria mantido práticas consideradas ilícitas por Teerã.

Em sua declaração, Zolfaghari afirmou que, diante desse cenário, “o controle sobre Ormuz voltou ao seu estado anterior e o estreito encontra-se sob estrita vigilância e controle das forças iranianas”. Ele também ressaltou que o Irã “não vai suspendê-lo até que os EUA ponham fim à livre circulação de navios do Irã para o seu destino e vice-versa”.

Ormuz no centro da crise

O Estreito de Ormuz conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e é considerado uma artéria central do comércio global de energia. Qualquer alteração em seu funcionamento tem potencial para impactar cadeias logísticas, preços internacionais e o equilíbrio geopolítico da região.

Segundo o relato publicado, as forças dos Estados Unidos iniciaram na segunda-feira, 13 de abril, um bloqueio de todo o tráfego marítimo que entra ou sai dos portos iranianos. Em resposta, o Irã passou a condicionar qualquer flexibilização em Ormuz ao fim dessas restrições impostas por Washington.

Houve, no entanto, uma breve tentativa de distensão. Após o acordo de cessar-fogo entre Israel e Líbano, firmado na quinta-feira, 16 de abril, em Washington, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, anunciou que o estreito seria reaberto para navios comerciais “durante o restante do período de cessar-fogo”.

Irã endurece discurso contra os Estados Unidos

A decisão iraniana reforça o discurso de que Washington estaria utilizando a pressão marítima como instrumento adicional de cerco à República Islâmica. Ao alegar “violações” e “atos de pirataria”, o comando militar iraniano procura sustentar juridicamente e politicamente a retomada do controle integral sobre a passagem.

Na prática, a medida amplia a insegurança sobre uma região já profundamente marcada por confrontos, ameaças cruzadas e reconfiguração de alianças. O fechamento ou a limitação severa do tráfego em Ormuz não afeta apenas o Irã e seus adversários imediatos, mas repercute diretamente sobre exportadores de petróleo, rotas comerciais e países dependentes de energia importada.

O gesto de Teerã também demonstra que o cessar-fogo anunciado no teatro regional ainda não foi suficiente para conter os efeitos colaterais da guerra ampliada no Oriente Médio. Mesmo com a trégua entre Israel e Líbano, o conflito segue irradiando consequências econômicas, militares e diplomáticas para além dos territ&orio diretam…Semana Santa no Amazonas. A iniciativa completa 15 anos em 2026 e tem servido de modelo para outros estados da região Norte.