Irã reafirma que não busca armas nucleares
Autoridades iranianas rejeitam acusações de intenção nuclear bélica e confirmam
terceira rodada de diálogos com os Estados Unidos em Genebra
25 de fevereiro de 2026, 17:24 h
O Irã e os EUA estão realizando diálogo sobre o acordo nuclear com a mediação do
Sultanato de Omã (Foto: Reuters)
247 – Em pronunciamento nesta quarta-feira (25), em Teerã, autoridades do Irã
reforçaram que seu programa nuclear não tem objetivos militares, segundo
informações da Prensa Latina. A declaração foi feita logo após o presidente dos
EUA, Donald Trump, fazer duras acusações ao Irã durante seu discurso sobre o
Estado da União ao Congresso, alimentando tensões diplomáticas e militares em
meio a um debate global sobre não proliferação nuclear.
Segundo a Prensa Latina, o presidente do parlamento iraniano, Mohammad-Bagher
Ghalibaf, afirmou que Teerã “reiterou diversas vezes” que seu programa atômico
“não tem fins militares”. Apesar dessa postura, ressaltou que o Irã enfrenta o
que descreveu como “posições errôneas de seus adversários” e persistentes
ameaças. Ghalibaf anunciou que a terceira rodada de negociações nucleares entre
Irã e Estados Unidos está confirmada para esta quinta-feira (26), em Genebra, na
Suíça, visando avançar nas discussões sobre o futuro do acordo nuclear.
O representante iraniano também advertiu contra possíveis ataques americanos,
alertando sobre o uso de “informações falsas e enganosas” como justificativa
para ações militares e prometeu que o Irã responderia de forma “firme” caso
fosse alvo de agressões.
As declarações iranianas ocorrem no contexto do discurso de Donald Trump, no
qual o presidente dos Estados Unidos acusou o Irã de desenvolver mísseis capazes
de ameaçar a Europa e bases militares norte-americanas, além de afirmar que
Teerã estava trabalhando na produção de projéteis com potencial para atingir o
território dos EUA.
Nas últimas semanas, tanto os EUA quanto seu aliado Israel reforçaram a presença
militar no Oriente Médio, justificando a movimentação como parte dos esforços
para conter os programas nucleares e de mísseis iranianos, assim como a
influência regional de Teerã.
Do lado iraniano, o governo tem insistido que tais acusações servem de pretexto
para interferir em seus assuntos internos e pressionar por mudanças de regime,
além de reiterar a necessidade de suspensão das sanções econômicas ocidentais em
troca de compromissos e limitações em seu programa nuclear.
A terceira rodada de negociações em Genebra será observada de perto por governos
e analistas internacionais, dado o elevado nível de tensão e a urgência de uma
solução diplomática que evite uma escalada militar na região.




