Irã reage à classificação da Guarda Revolucionária como organização terrorista pela União Europeia: tensões geopolíticas em destaque

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A decisão da União Europeia de classificar a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã como uma “organização terrorista” tem gerado reações intensas por parte do governo de Teerã. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, expressou seu apoio à medida tomada pelos Estados-membros da UE, que incluiu a IRGC na lista de organizações terroristas. Segundo von der Leyen, era algo que já deveria ter sido feito há muito tempo.

Além da classificação, a União Europeia também aplicou sanções a 15 autoridades iranianas, incluindo comandantes da IRGC e oficiais de alto escalão da polícia. Com esta decisão, um total de 247 indivíduos e 50 entidades iranianas estão agora sujeitos a congelamento de ativos e proibições de viagem. Os ministros das Relações Exteriores da UE concordaram em designar a Guarda Revolucionária do Irã como uma organização terrorista, medida que foi elogiada por Kaja Kallas, chefe da diplomacia do bloco.

Os protestos que eclodiram no final de dezembro de 2025 no Irã, devido à crise econômica e ao aumento da inflação, levaram a confrontos entre manifestantes e forças de segurança. Os países europeus denunciaram o IRGC por supostamente reprimir violentamente os manifestantes. Em resposta à medida da UE, Teerã classificou a inclusão da IRGC na lista de organizações terroristas como um “grande erro estratégico”. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, acusou a Europa de atiçar as chamas e de cometer um erro ao rotular suas Forças Armadas como terroristas.

As tensões entre a União Europeia e o Irã vêm aumentando, com acusações mútuas de violência e repressão. O governo iraniano critica a interferência externa em seus assuntos internos, enquanto a UE justifica suas medidas como uma resposta necessária à violação dos direitos humanos no país. Apesar das divergências, ambas as partes manifestam interesse em manter o diálogo, visando resolver suas diferenças de forma pacífica e diplomática.

A inclusão da IRGC na lista de organizações terroristas pela União Europeia levanta questões sobre as relações internacionais e a geopolítica no Oriente Médio. O papel do Irã na região e seu envolvimento em conflitos regionais são temas de grande relevância para a comunidade internacional. Como essas tensões serão administradas e quais serão as consequências a longo prazo ainda estão por serem determinadas, mas é evidente que as relações entre a UE e o Irã estão em um momento delicado. Uma abordagem cuidadosa e equilibrada será fundamental para evitar um agravamento da situação atual.

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