O Governo do Irã afirma que não busca a guerra, mas está totalmente preparado para um eventual confronto militar, ao mesmo tempo em que mantém aberta a possibilidade de negociações com a comunidade internacional. A declaração surge em meio ao aumento das tensões com os Estados Unidos, que estão analisando medidas mais duras diante da repressão às manifestações antigovernamentais no país.
O Ministro das Relações Exteriores do Irã, Abás Araqchi, abordou o tema durante uma conferência com embaixadores estrangeiros em Teerã, após autoridades em De indicarem que o governo iraniano estaria buscando conversações para evitar uma intervenção externa. “O Irã não busca a guerra, mas está totalmente preparado”, afirmou Araqchi. O chanceler acrescentou que o país também considera o diálogo uma alternativa viável. “Também estamos prontos para negociar, mas as negociações devem ser justas, com igualdade de direitos e baseadas no respeito mútuo”, declarou, sem detalhar possíveis termos ou interlocutores.
Enquanto isso, nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump passou a avaliar de forma mais concreta alegadas respostas à repressão conduzida pelo regime iraniano contra protestos que já duram cerca de duas semanas. Segundo relatos de funcionários do governo americano ao The New York Times, auxiliares da Casa Branca elaboram briefings com opções que incluem desde novas sanções econômicas e ações cibernéticas até eventuais ataques militares.
Trump tem endurecido o discurso público e sinalizado disposição para agir caso o uso de força letal contra civis continue. As manifestações no Irã começaram como protestos contra o aumento do custo de vida, em meio a uma grave crise econômica, mas rapidamente evoluíram para um movimento mais amplo. Em conversa com jornalistas, o presidente foi ainda mais direto ao tratar de uma possível escalada. Segundo ele, se o regime iraniano voltar a “matar pessoas como no passado”, os Estados Unidos “se envolverão”. Trump ressaltou, porém, que essa atuação não incluiria o envio de tropas terrestres. “E isso não significa tropas em terra, mas significa atingi-los muito, muito duro onde dói”, afirmou.
Portanto, a situação no Irã permanece delicada, com a possibilidade de um conflito se intensificar caso as negociações não avancem de maneira satisfatória. Tanto o Irã quanto os Estados Unidos parecem dispostos a explorar diferentes estratégias para lidar com a crise, o que mantém a comunidade internacional em alerta. Resta aguardar os desdobramentos das próximas semanas para entender o desfecho desse cenário tenso e complexo.




