Iris tem o primeiro embate na Câmara Municipal

O prefeito Iris Rezende (PMDB) teve hoje (20) seu primeiro embate com os vereadores de Goiânia durante a prestação de contas do Paço Municipal. Após 51 dias à frente da prefeitura, o peemedebista teve que ouvir questionamentos sobre a limpeza urbana, iluminação pública, tratamento para doenças crônicas e também sobre seus passos políticos. E as perguntas e críticas não ficaram restritas apenas aos opositores. Aliados também questionaram ações do peemedebista e seu secretariado. As respostas, porém, não foram suficientes para diminuir as críticas ao prefeito dentro da Casa.

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A pauta de prestação de contas do último quadrimestre de 2016 ficou em segundo plano. Durante quase toda a manhã, o prefeito discursou sobre suas gestões anteriores e a dificuldade encontrada ao assumir o Paço em janeiro. Ele também não poupou críticas à gestão do ex-prefeito Paulo Garcia e por várias vezes pediu paciência aos parlamentares.

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“O que eu posso dizer e vocês sabem, eu recebi a prefeitura com uma situação um tanto complexa”, e continuou: “Assumi a prefeitura em que condições? Com todas as obras paradas porque a prefeitura não deu conta de entrar com sua contrapartida no decorrer dos projetos. Todas. Nenhuma em andamento”, comentou.

Segundo ele, o déficit mensal da prefeitura em 2016 foi de R$ 30 milhões mensais e, a dívida consolidada da prefeitura chegou a R$ 709,2 milhões no ano passado. Ele ainda afirmou que “a situação do IMAS e da Comurg é de cair de costas”, e pediu que os vereadores tomassem conhecimento sobre essas questões para que eles pudessem o ajudar.

Base
Quando os vereadores tiveram direito aos questionamentos, Iris teve que ouvir críticas de seus aliados e partidários. O primeiro deles, Clécio Alves (PMDB) reclamou sobre o tratamento que a secretária de saúde, Fátima Mrué, tem com os vereadores. Segundo ele, a gestora da pasta só os atende com pré-agendamento e ainda assim não tem a certeza que vão ser escutados.

O prefeito saiu em defesa de Mrué, mas também pediu desculpas ao vereador: “Se minha secretária não o atendeu como deveria, peço desculpas por mim e por ela. Mas tenho certeza que ela está a merecer confiança absoluta pela competência”. Ele justificou a escolha da gestora na pasta ao afirmar que ela “é uma mulher voltada para os humildes” e tem competência na área cientifica.

Outro aliado do prefeito, o vereador Weligton Peixoto (PMDB) o questionou sobre o contrato de iluminação pública com a empresa Citéluz e pediu seu cancelamento. O pedido foi endossado pelo vereador Elias Vaz (PSB). Iris respondeu que está “debruçado” sobre o contrato para estudá-lo e disse que não vai “compactuar com irregularidades”.

Durante os questionamentos, o peemedebista confirmou que a liberação de doses da insulina já está normalizada, assim como a coleta de lixo na capital. Em outras questões, ele defendeu a mudança da rota do BRT, um novo recadastramento do Cartão SUS em Goiânia e disse que em breve mandará o projeto do plano diretor para a Casa. Em resposta à pergunta da vereadora Cristina Lopes (PSDB) sobre seus planos para 2018, o prefeito disse que ficaria no cargo “até o último dia”.


Críticas

Os vereadores da oposição criticaram as respostas dadas por Iris durante sua visita ao plenário. Para Cristina Lopes, a prestação de contas “foi melancólica” já que o prefeito se limitou a falar sobre seu passado e outras gestões.

“Ele fala de toda sua carreira, mas não fala de pespectiva de futuro, o que será daqui pra frente, Goiânia acreditou nesse prefeito e ele vem na Casa de maneira totalmente saudosista e nos queremos saber daqui pra frente”.

Segundo ela, todas as justificativas do prefeito “ficou no ar”. “Ele não falou sobre o plano diretor, falou que vai fazer, mas não disse quando. Não quando retoma a normalidade do tratamento do renal crônico e do diabético, ele disse que vai retornar mas não disse quando. Quando retorna os estágios. O que ele deixou claro é que não vai ser candidato em 2018, esperamos que ele cumpra a promessa”, completou.

Elias Vaz criticou o fato do prefeito não conseguir responder os motivos de não ter superado até o momento os problemas da cidade. “Ele não conseguiu superar problemas graves que a cidade enfrenta como a limpeza urbana, questão da saúde. Acho que com dois meses era pelo menos para ter melhorado um pouco e ele não explicou porque a situação continua assim. Não da pra ficar jogando toda a culpa no prefeito anterior, já teve um tempo razoável para se resolver algumas questões”.

Prestação
Devido o alongamento das questões dos parlamentares, a prestação de contas foi incompleta por ultrapassar o tempo regimental. O vereador Paulo Magalhães (PSD) apresentou requerimento pedindo que o secretário de finanças, Oseias Pacheco, fosse até a Casa amanhã (21) para fazer o levantamento de dados das contas públicas de Goiânia no último quadrimestre.

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