Irmã de corretora morta diz que vítima não aceitava ordens de síndico: ‘Matou
por ódio’
O corpo da corretora foi encontrado após mais de um mês que ela estava
desaparecida. O síndico confessou o crime e mostrou para a polícia onde deixou o
corpo.
Fernanda Alves Souza, irmã da corretora morta em Caldas Novas, contou que Daiane Alves Souza não aceitava as ordens do síndico Maicon Douglas de Oliveira. “O motivo pelo qual ele matou a Daiane foi ódio”. O corpo da corretora foi encontrado após mais de um mês que ela estava desaparecida. O síndico confessou o crime e mostrou para a polícia onde deixou o corpo.
Daiane desapareceu em dezembro após ir ao subsolo do prédio em que mora e também administra seis apartamentos da família. Ela desceu para religar o fornecimento de energia no apartamento dela, mas não foi vista mais. O DE tentou contato com a defesa do síndico, mas não obteve retorno.
Para a TV Anhanguera, o advogado Felipe Borges de Alencar informou que a defesa de Cleber não teve acesso aos autos. “[Ele] vai passar pela audiência de custódia normalmente. Ainda vai ser ouvido, inclusive, formalmente. Nós aguardamos essas informações para posteriormente emitir uma nota”, declarou o advogado.
Segundo a irmã da corretora, o síndico queria dar ordens na propriedade da família e entendia como inimigo quem não fizesse o que ele ordenava. “Ele é uma pessoa que ou você faz o que ele quer ou você se torna inimigo dele. E a Daiane nunca aceitou as imposições dele. Ele queria mandar no que era nosso, ele quer mandar no que é de todo mundo lá naquele condomínio”, relatou.
Fernanda citou ainda os processos abertos por Daiane contra o síndico por perseguição. A família relatou que há 12 processos contra Cleber, sendo um deles feito em maio de 2025, por lesão corporal. Neste, Cleber é acusado de ter dado uma cotovelada em Daiane quando ela o confrontava sobre um desligamento no fornecimento de energia.
SÍNDICO É PRESO SUSPEITO DE HOMICÍDIO
O síndico Cléber Rosa de Oliveira e filho dele, Maykon Douglas de Oliveira foi preso preventivamente na manhã desta quarta-feira (28). Segundo o delegado Pedromar Augusto de Souza, o síndico foi preso suspeito de homicídio e ocultação de cadáver e o filho dele, suspeito de obstrução de justiça. O porteiro do prédio foi conduzido para a delegacia para prestar esclarecimentos sobre o crime.
A Polícia Civil informou que o síndico teve prisão temporária decretada por 30 dias, prorrogável pela mesma quantidade tempo. Em coletiva de imprensa, a PC afirmou que o síndico é investigado por homicídio e ocultação de cadáver.




