Renato Bolsonaro entrou com uma ação contra o desfile da Acadêmicos de Niterói, alegando que a escola fez referência ao número 13 e ao ex-presidente Lula, além de representar seu irmão como um palhaço. Essa representação foi vista como ofensiva não apenas a Bolsonaro, mas também às famílias conservadoras de direita. A Niterói utilizou a imagem do palhaço Bozo para se referir a Bolsonaro em vários momentos, inclusive em um carro alegórico com uma escultura gigante do palhaço atrás das grades.
O desfile também incluiu uma ala chamada ‘Neoconservadores em Conserva’, representando uma lata de alimentos com uma família em conserva, o que foi interpretado por políticos de direita como um ataque às famílias evangélicas. O Tribunal Superior Eleitoral negou uma liminar que tentava proibir o desfile, porém alertou sobre possíveis condutas que poderiam configurar crime eleitoral durante o evento. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e a senadora Damares Alves se manifestaram contra a forma como a escola retratou a família e a fé cristã.
No dia do desfile, a primeira-dama Janja da Silva desistiu de participar e assistiu ao evento ao lado de Lula, para evitar possíveis perseguições à escola de samba e ao ex-presidente. Lula, por sua vez, agradeceu a recepção calorosa nas redes sociais e destacou a emoção de acompanhar o desfile de várias escolas de samba renomadas. Ele ainda desceu do camarote para cumprimentar integrantes das agremiações, demonstrando seu apoio à cultura e à festividade carnavalesca.




