Israel amplia ofensiva em Gaza e rompe cessar-fogo: 673 mortos

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Israel amplia ofensiva no sul da Faixa de Gaza após romper cessar-fogo

A retomada das operações militares no território palestino já fizeram 673 mortos
desde terça-feira (18/3), segundo o Hamas.

O Exército israelense lançou uma ofensiva
[https://www.metropoles.com/mundo/israel-lanca-ataques-no-libano-apos-interceptar-foguetes]
nesse domingo (23/3) em Rafah, no sul da Faixa de Gaza
[https://www.metropoles.com/mundo/apos-506-mortes-em-gaza-hamas-reage-e-volta-a-atacar-israel],
enquanto continua suas operações no norte, cinco dias após romper o cessar-fogo
com o Hamas [http://metropoles.com/tag/hamas].

Nesse domingo, as Forças Armadas israelenses pediram que os moradores do
bairro de Tel al-Sultan, em Rafah, evacuassem o local, onde alegaram lançar
“uma ofensiva para atacar organizações terroristas”. A mensagem foi escrita em cartazes lançados por drones, de acordo com correspondentes da AFP em Gaza. Mais tarde, o Exército anunciou que havia
“completado o cerco” da área.

Em 2024, o Exército israelense já havia realizado uma ofensiva em larga escala
nesta cidade na fronteira com o Egito, onde se reuniam centenas de milhares de
habitantes do território sitiado, deslocados pelos combates ao norte do enclave.

Após várias semanas de desacordo com o Hamas sobre como continuar a trégua que
entrou em vigor em 19 de janeiro, Israel retomou seus bombardeios em Gaza na
terça-feira (18/3), antes de enviar tropas de volta ao solo, em um esforço para
forçar o movimento islâmico a devolver os 58 reféns que ainda mantém. A retomada das operações militares no território palestino já fizeram 673 mortos
desde terça-feira (18/3), segundo o Ministério da Saúde do Hamas, além de
forçarem milhares de moradores de Gaza a fugir novamente em meio às ruínas.

Um ataque israelense nesse sábado (22/3) matou um alto funcionário do Hamas,
Salah al-Bardawil, e sua esposa na região de Khan Younis durante a noite. Este é
o terceiro membro do gabinete político do Hamas a ser morto desde a retomada dos
bombardeios. Salah al-Bardawil, de 66 anos, era uma personalidade conhecida no Hamas, ao qual
se juntou quando foi fundado em 1987. Porta-voz do partido islâmico, autor de
vários artigos sobre a questão palestina e detido por um tempo por Israel em
1993, Salah al-Bardawil foi eleito para o conselho legislativo em 2006 na lista
“Mudança e Reforma” do Hamas, tornando-se então membro de seu bureau político em
2021.

O movimento islâmico confirmou, no domingo, que Salah al-Bardawil e sua esposa
foram mortos em uma tenda em al-Mawasi, na região de Khan Younis, no sul da
Faixa de Gaza. A mídia afiliada ao Hamas e fontes palestinas relatam que o ataque ocorreu em
uma área que abrigava pessoas deslocadas, sem uma distinção clara — acordo com o
Ministério da Saúde de Gaza — entre combatentes e civis. Várias mulheres e
crianças morreram nos ataques. O exército também disse que lançou operações em Beit Hanoun, no norte do
território. “Durante a operação, caças atingiram vários alvos do Hamas”,
informou.De

O governo israelense cortou a ajuda humanitária ao território palestino em 2 de
março e depois parou de fornecer eletricidade para a principal usina de
dessalinização de água, piorando uma situação já terrível para os 2,4 milhões de
habitantes de Gaza. Receba notícias do Metrópoles no seu Telegram e fique por dentro de tudo! Basta
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