Israel pressiona EUA a não negociarem com Irã por falhas nas negociações nucleares – Encontro entre Netanyahu e Witkoff.

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Israel está pressionando os Estados Unidos a não negociarem com o Irã enquanto o diálogo nuclear entre os países é retomado. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, destacou a falta de confiabilidade do Irã durante as negociações nucleares entre EUA e Irã. A reativação da via diplomática entre Washington e Teerã está ocorrendo após meses de tensões no Oriente Médio.

Durante um encontro em Jerusalém, Netanyahu expressou suas dúvidas sobre a capacidade do Irã de cumprir qualquer acordo relacionado ao programa nuclear. A agência Reuters acompanhou de perto as movimentações diplomáticas envolvendo essa questão e divulgou um comunicado do gabinete do premiê israelense sobre o encontro com o enviado especial dos Estados Unidos, Steve Witkoff.

O encontro entre Netanyahu e Witkoff também contou com a presença de autoridades de alto escalão do governo e das forças de segurança de Israel. Personalidades como o chefe da agência de inteligência Mossad, David Barnea, e o ministro da Defesa, Israel Katz, participaram da reunião, segundo informações de funcionários israelenses.

As negociações entre Estados Unidos e Irã estão programadas para recomeçarem nesta sexta-feira. O presidente Donald Trump estabeleceu condições importantes para a retomada do diálogo, como o enriquecimento zero de urânio em solo iraniano, limites ao programa de mísseis balísticos de Teerã e o fim do apoio iraniano a grupos armados na região, demandas semelhantes às posições defendidas por Israel historicamente.

No entanto, o governo iraniano argumenta que essas exigências representam violações de sua soberania nacional. Líderes religiosos do Irã consideram que o programa de mísseis balísticos é o principal obstáculo nas negociações com Washington, mais do que o enriquecimento de urânio. Donald Trump alertou sobre possíveis consequências caso não haja um acordo, num contexto de aumento das tensões com Teerã e fortalecimento da presença militar dos Estados Unidos na região.

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