Itapema, no Litoral Norte de Santa Catarina, disponibilizou terrenos avaliados em R$ 64 milhões para a construção de 1,1 mil apartamentos de habitação popular. A iniciativa, segundo o município, amplia a oferta de moradia em diferentes regiões da cidade que tem o segundo metro quadrado mais caro do país.
As casas não serão gratuitas e vão atender quem tem renda familiar entre R$ 2,8 a R$ 8,6 mil, e que correspondem às faixas 2 e 3 do programa Minha Casa, Minha Vida.
Com 58,210 km², Itapema é o 6º menor município do estado em extensão. Na cidade, o metro quadrado custa R$ 15.028, ficando atrás apenas de Balneário Camboriú, com valor médio R$ 15.072. A informação é do índice nacional do FipeZap de venda residencial de março.
Parceria e Projeto
De acordo com o Secretário de Desenvolvimento Econômico e Habitação, Nicko Silva, o projeto é uma parceria entre o governo federal, a Caixa Econômica Federal e a prefeitura de Itapema, que doará os terrenos para a construção dos empreendimentos.
Os terrenos do programa, nomeado pelo município de ‘Casa Itapema’, ficam nos bairros Casa Branca, Morretes e Sertão do Trombudo. As torres poderão ter até 12 pavimentos, com limite de 12 unidades por andar.
O prazo máximo de execução é de 36 meses após a assinatura do contrato de financiamento com a Caixa Econômica Federal.
Inscrições e Construção
O cadastro para os futuros proprietários será divulgado após a definição das construtoras interessadas em executar as obras. As empresas têm até 8 de abril para enviar a documentação.
As áreas disponíveis para construção são: Rua 802, bairro Casa Branca – Metragem: 11.366,00 m², 400 unidades; Rua 708, bairro Casa Branca – Metragem: 13.629,30 m², 320 unidades; Rua 406H, bairro Sertão do Trombudo – Metragem: 6.156,60 m², 240 unidades; Rua 430/428/436C/462C, bairro Morretes – Metragem: 3.310,30 m², 160 unidades.
Conclusão e Impacto
Itapema busca ampliar as opções de moradia popular em uma cidade com alto custo imobiliário. O projeto ‘Casa Itapema’ representa uma oportunidade para famílias com renda intermediária terem acesso a um lar próprio. A parceria entre entidades públicas e privadas visa atender a demanda habitacional da região, contribuindo para o desenvolvimento social e econômico da cidade.




