Itaquaquecetuba suspende consignado com Banco Master após investigação da Polícia Federal
Decisão foi tomada após apuração sobre suspeitas de fraude; novos contratos estão suspensos. De acordo com a Prefeitura, o convênio esteve vigente entre setembro de 2024 e novembro de 2025.
A Prefeitura de Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo, suspendeu o convênio que permitia a servidores municipais contratar empréstimos consignados com o Banco Master. A medida foi adotada de forma preventiva pela administração municipal. O acordo esteve em vigor entre setembro de 2024 e novembro de 2025.
A decisão foi tomada após o banco se tornar alvo de investigação da Polícia Federal por suspeitas de fraudes, desvio de recursos e possível interferência em decisões regulatórias.
Além da Polícia Federal, o Banco Central (BC), o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Supremo Tribunal Federal (STF) também apuram o caso.
Segundo a Prefeitura, a suspensão vale apenas para novos empréstimos. Já os descontos que ainda estão em análise passam por avaliação jurídica para definir quais medidas administrativas serão adotadas.
Pelo convênio, o servidor contratava o empréstimo diretamente com o banco. O município fazia o desconto das parcelas na folha de pagamento, dentro do limite permitido, e repassava o valor à instituição financeira.
O empréstimo consignado em Itaquaquecetuba é autorizado pela Lei Municipal nº 2.078/2001 e regulamentado pelo Decreto nº 6.545/2011.
O caso do Banco Master virou o centro de um escândalo financeiro nacional e de uma disputa institucional. Em novembro, o Banco Central determinou a liquidação extrajudicial do banco. A liquidação ocorreu após suspeitas de fraude na venda de carteiras de crédito do Master para o Banco de Brasília (BRB) no valor de R$ 12,2 bilhões. Para o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, essa pode ser a “maior fraude bancária” do país.
No entanto, a liquidação pelo BC passou a ser questionada. O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou uma inspeção em documentos relativos ao processo. Nesse meio tempo, o BC começou a ser alvo de ataques digitais com o objetivo de desacreditar a sua atuação. A Polícia Federal apura pagamentos milionários a influenciadores. Diante das fraudes detectadas, a tendência é que o parecer técnico respalde a decisão da autoridade monetária.
O caso Master chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF) no fim do ano passado por decisão do ministro Dias Toffoli. Relator do tema, ele determinou sigilo sobre todo o processo. Uma das primeiras medidas foi uma acareação no tribunal.




