Jair Bolsonaro retornou à prisão após breve estadia no hospital. Condenado por tentativa de golpe, o ex-presidente brasileiro teve seu pedido de prisão domiciliar negado devido a problemas de saúde. A defesa alegou agravamento do estado de saúde, mas a decisão da alta corte rejeitou o argumento, afirmando que não houve piora.
Aos 70 anos, Jair Bolsonaro tentava cumprir sua pena em casa, devido ao risco de deterioração súbita de sua saúde. As sequelas de um atentado em 2018, somadas a problemas de saúde recentes, foram citadas como justificativa para a solicitação de prisão domiciliar. Mesmo hospitalizado, o ex-presidente foi operado para tratar um hérnia inguinal.
Entretanto, a situação de Bolsonaro se complicou quando as crises de hoquet se intensificaram, exigindo intervenções médicas frequentes. Seu estado psicológico também foi mencionado, com os médicos enfatizando a piora em períodos prolongados de crises de hoquet. Mesmo assim, a solicitação de prisão domiciliar foi negada, com base em relatórios médicos que alertavam para possíveis complicações graves se os cuidados adequados não fossem disponibilizados.
A defesa de Bolsonaro mencionou o caso de outro ex-presidente, Fernando Collor de Mello, que obteve o direito de cumprir sua pena em casa por questões de saúde e idade. Afirmaram que a mesma consideração deveria ser aplicada a Bolsonaro, cujo quadro de saúde demandava cuidados específicos. Com sua inegibilidade prévia e a proximidade das eleições de 2026, a permanência de Bolsonaro na prisão pode impactar indiretamente na corrida presidencial. Com seu filho Flavio Bolsonaro anunciando a candidatura e Lula se colocando como possível adversário, a situação política do Brasil permanece turbulenta e imprevisível.




