O presidente argentino Javier Milei chegou a Santiago de Chile esta madrugada para participar da cerimônia de posse de José Antonio Kast, com quem mantém afinidade desde antes de assumirem seus mandatos. A presença de Milei amplia o grupo de líderes regionais de centro-direita que buscam contrapor a influência de Lula da Silva.
A cerimônia, marcada para o meio-dia, traz nuances intrigantes. Kast convidou o senador brasileiro Flavio Bolsonaro, um dos principais oponentes de Lula no pleito presidencial deste ano. Tal gesto levou o Planalto a anunciar que Lula não compareceria, sendo substituído por seu chanceler, Mauro Vieyra.
O histórico se assemelha ao ocorrido em dezembro de 2023, quando Javier Milei convidou seu amigo Eduardo Bolsonaro. Desde então, mais de dois anos após tornarem-se chefes de Estado, ainda não ocorreram reuniões bilaterais entre eles, limitando-se a cumprimentos protocolares em cúpulas multilaterais.
Enquanto Kast planeja seu trabalho como presidente chileno, a cerimônia de posse reúne mais de 1.150 convidados, incluindo líderes internacionais e figuras importantes do cenário nacional. Durante o ato, mais de 200 parlamentares recém-empossados participarão, além de autoridades e familiares diretos dos presidentes.
Em meio aos preparativos da posse, Kast enfatiza a necessidade de um ‘governo de emergência’ para lidar com a criminalidade e a recuperação econômica. Após o protocolo, Boric passará oficialmente o cargo para Kast, que terá cerca de 20 minutos para discursar. O novo presidente planeja anunciar uma força-tarefa para analisar minuciosamente a gestão anterior.
A relação entre Milei e a presidência brasileira se deteriorou, culminando na ausência de representantes do Brasil em eventos na Argentina. Enquanto isso, Flavio Bolsonaro avança nas pesquisas de opinião, num cenário marcado por escândalos e instabilidades globais que afetam os preços dos combustíveis.
Nesse contexto, uma possível foto entre Milei e os Bolsonaro no evento não está descartada. A afinidade entre as administrações chilena e argentina deve ser a tônica dos próximos anos, fortalecendo a aliança regional de centro-direita enquanto se delineiam os rumos políticos de Sulamérica.




