Jeffrey Epstein espionava para Israel? Novos documentos geram suspeitas
Documentos liberados pelo governo dos EUA apontam para ligações do criminoso
sexual falecido com serviços de inteligência estrangeiros e citam o Mossad
Jeffrey Epstein (Foto: Divulgação via Reuters)
Dos mais de três milhões de páginas recentemente divulgadas sobre o caso
Jeffrey Epstein, consta o depoimento de uma fonte do FBI, o Departamento Federal
de Investigação dos EUA. A testemunha afirma que o financista e criminoso
sexual, condenado por pedofilia e que cometeu suicídio na prisão em 2019, teria
atuado como espião para Israel, informou o site Brasil de Fato.
No dia 30 de janeiro, o vice-procurador-geral dos EUA, Todd Blanche, anunciou a
conclusão da publicação de materiais relacionados ao caso Epstein. Com a
divulgação mais recente, o volume total de dados tornados públicos supera 3,5
milhões de arquivos e inclui menções a diversas figuras poderosas, entre elas o
presidente dos EUA, Donald Trump, os empresários bilionários Elon Musk e Bill
Gates e o ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton, entre outros.
A identidade do informante ligado ao FBI foi preservada no documento oficial. A
fonte do FBI relatou que o antigo advogado de Epstein, Alan Dershowitz, teria
dito ao então procurador dos EUA para o Distrito Sul do estado da Flórida, Alex
Acosta, que Epstein “pertencia tanto aos serviços de inteligência dos EUA quanto
aos de seus aliados”.
O informante ainda alegou que Epstein mantinha uma relação pessoal próxima com o
ex-primeiro-ministro israelense Ehud Barak e que teria sido “treinado como
espião sob sua tutela”. A fonte do FBI também atribui ao advogado a declaração
de que “se ele [Epstein] fosse jovem novamente estaria portando uma arma como
agente do Mossad”.
Os documentos, segundo o Brasil de Fato, reforçam a tese de que Epstein
beneficiaria a inteligência israelense ao facilitar a exploração sexual em
eventos com políticos importantes. O objetivo era atrair membros da elite para
situações comprometedoras com o objetivo de obter favores ou silêncio por meio
de chantagem.
Em novembro, já havia sido revelada uma proximidade alarmante entre o financista
e Yoni Koren, importante ex-assessor de Defesa de Israel que teria se hospedado
nas propriedades de Epstein, relembra a reportagem.
De acordo com as investigações, isso possibilitou a coordenação de reuniões
confidenciais com a diretoria da CIA e o governo estadunidense, além da
intermediação de projetos de cibersegurança.
Evidências financeiras também indicam transferências bancárias suspeitas e
entregas de cartões magnéticos entre Epstein e figuras do alto escalão militar
israelense. O conteúdo sugere que o abusador sexual operava como um
intermediário de influência e espionagem internacional para beneficiar
autoridades estrangeiras.
Em 2019, Epstein foi acusado nos EUA de tráfico sexual de menores e de
conspiração para cometer esse crime, enfrentando uma pena superior a 40 anos de
prisão. De acordo com a acusação, entre 2002 e 2005, Epstein manteve encontros
sexuais com dezenas de meninas menores de idade, que recebia em suas residências
em Nova York e na Flórida, nos EUA. Ele as pagava em dinheiro e, em seguida,
incumbia algumas vítimas de recrutar novas garotas. Algumas das vítimas tinham
apenas 13 anos. (Com informações da Sputnik).




