Jesse Jackson, ícone dos direitos civis nos EUA, falece aos 84 anos: legado de lutas e conquistas.

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Jesse Jackson, um ícone dos direitos civis nos Estados Unidos, faleceu aos 84 anos. O pastor batista e ex-candidato democrata à Presidência deixou sua marca na política americana com campanhas históricas e atuação internacional.

Nascido em 8 de outubro de 1941, em Greenville, na Carolina do Sul, Jackson cresceu sob as leis de segregação racial conhecidas como Jim Crow. Durante a juventude, ele recebeu uma bolsa de estudos para jogar futebol americano na Universidade de Illinois, mas transferiu-se para uma instituição historicamente voltada a estudantes negros após relatar experiências de discriminação.

O ativismo de Jackson começou durante a faculdade, quando foi preso ao tentar entrar em uma biblioteca pública restrita a pessoas brancas na Carolina do Sul. Mais tarde, estudou no Chicago Theological Seminary e foi ordenado pastor batista em 1968. Ele se tornou um colaborador próximo de Martin Luther King Jr. e estava em Memphis no dia em que o líder foi assassinado, em 1968.

Jesse Jackson disputou a indicação presidencial do Partido Democrata em 1984 e 1988, sendo um dos primeiros afro-americanos a montar campanhas competitivas em nível nacional. Em 1984, obteve 3,3 milhões de votos nas prévias democratas, cerca de 18% do total, ficando em terceiro lugar na corrida vencida por Walter Mondale. Na segunda disputa, conquistou 6,8 milhões de votos e venceu 11 primárias, ficando em segundo lugar na disputa interna do partido.

Diagnosticado com a doença de Parkinson em 2017, Jesse Jackson enfrentava a enfermidade após três anos de sintomas. Ele residia em Chicago por décadas e permaneceu ativo na vida pública mesmo após o diagnóstico. Sua morte, aos 84 anos, ocorre em um momento de intensos debates sobre memória histórica e direitos civis nos Estados Unidos.

O líder dos direitos civis construiu uma trajetória marcada por forte oratória, campanhas presidenciais históricas e atuação em defesa de comunidades marginalizadas. Defensores dos direitos civis afirmam que as ações do governo podem comprometer os avanços conquistados ao longo de décadas.

Jackson fundou a organização Operation PUSH, em Chicago, no início dos anos 1970 e a National Rainbow Coalition, em 1984, voltada à ampliação da agenda de direitos civis para incluir direitos das mulheres e da comunidade LGBTQIA+. Ele deixou a presidência da Rainbow-PUSH Coalition em 2023, após mais de cinco décadas de liderança. A família Jackson destacou que o líder era um servidor não apenas para sua família, mas para os oprimidos, sem voz e marginalizados em todo o mundo.

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