Jiboia-do-ribeira, a mais rara do mundo, é avistada em Juquiá (SP); ações de preservação são mobilizadas

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Jiboia ‘mais rara do mundo’ é vista pela primeira vez em cidade do interior de SP; VÍDEO

A aparição da jiboia-do-ribeira (Corallus cropanii) mobilizou ações de preservação ambiental em Juquiá (SP).

A jiboia mais rara do mundo foi avistada pela primeira vez em Juquiá, no interior de São Paulo. Conforme apurado pelo DE, trata-se do primeiro espécime localizado vivo na cidade.

Uma ‘jiboia-do-ribeira’ (Corallus cropanii), espécie vulnerável à extinção e popularmente conhecida como a ‘mais rara do mundo’, foi encontrada em Juquiá, na região do Vale do Ribeira, no interior de São Paulo. Conforme apurado pelo DE, trata-se do primeiro espécime localizado vivo na cidade.

A serpente foi encontrada em uma estrada rural por um morador. O biólogo Jader Rocha, que desenvolveu um projeto independente para conservação da espécie, informou que o homem pensou ter visto uma jararacuçu (Bothrops jararacussu), mas que na verdade “ela era muito diferente do que eles [munícipes] estavam acostumados a ver”.

Em 2017, após 60 anos de procura, pesquisadores do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo e do Instituto Butantan encontraram, também no Vale do Ribeira, um exemplar macho da jiboia-do-ribeira. Em 2020 e 2022, outros espécimes foram achados vivos em Sete Barras.

O registro feito pelo morador de Juquiá no dia 25 de março foi enviado para a Secretaria de Meio Ambiente e Agricultura da cidade, que acionou Jader Rocha para apurar o caso. Dois dias depois, ele e outros especialistas realizaram uma busca ativa no trecho onde o vídeo foi gravado, no bairro Caçula.

Apesar disso, a equipe realizou uma ação de educação ambiental entregando panfletos sobre a espécie para quem passava pela estrada. Em seguida, os especialistas tiveram uma reunião na prefeitura para falar sobre estratégias de conservação da Corallus cropanii.

Nesta semana, Rocha foi convidado para palestrar em uma escola municipal no bairro onde a jiboia-do-ribeira foi avistada. “Falamos um pouco sobre a serpente, sobre a preservação, sobre a importância dos animais para a nossa biodiversidade, para a nossa fauna, a importância da Corallus cropanii para a região, que é uma das serpentes mais raras do mundo”, relembrou.

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