A pesquisa Datafolha sobre as intenções de voto para o governo de Pernambuco em 2026 movimentou o cenário político estadual nesta quinta-feira (16), trazendo projeções importantes para o processo eleitoral. Os números do levantamento apontam o prefeito do Recife, João Campos (PSB), com 50% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto a governadora Raquel Lyra (PSD) registra 38% neste momento, indicando uma disputa polarizada e com impactos significativos na Política local e nacional.
Segundo o instituto responsável, o Datafolha, a pesquisa coletou opiniões de 1.022 eleitores entre os dias 13 e 15 de abril, apresentando uma margem de erro de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%. O levantamento, encomendado pela Rede Nordeste, foi divulgado em detalhes pelo DE, com registros no TSE sob os números PE-04713/2026 e BR 01221/2026. Entre os demais nomes, Eduardo Moura (Novo) aparece com 3% e Ivan Moraes (PSOL) com 2%.
O resultado revela também uma parcela significativa do eleitorado que se mantém indeciso ou rejeita os atuais candidatos: 6% dos entrevistados declararam voto branco ou nulo, enquanto 1% não souberam ou não quiseram responder. Esse grupo pode ser essencial para definir os rumos da próxima eleição e já desperta atenção de analistas de Política Brasileira e regional.
Disputa e tendências para o primeiro turno
Comparando os dados com a pesquisa anterior, realizada em fevereiro, observa-se uma leve oscilação: João Campos subiu de 47% para 50%, enquanto Raquel Lyra evoluiu de 35% para 38%, mantendo-se estável dentro da margem de erro. Essa movimentação sugere uma consolidação das duas principais candidaturas, acirrando a rivalidade nas próximas etapas da corrida pelo Palácio do Campo das Princesas e chamando atenção de especialistas em Governo Federal.
A pesquisa também destaca o baixo desempenho dos demais candidatos: Eduardo Moura (Novo) com 3% das intenções de voto e Ivan Moraes (PSOL) com 2%, ambos com dificuldades em romper a polarização entre Campos e Lyra. Para muitos dos consultados pelo DE, esses números reforçam o atual quadro de segundo turno bastante provável, replicando um fenômeno visto em pleitos de Política em Goiás e outras regiões do Brasil.
Outro ponto relevante do levantamento é o índice de rejeição: enquanto Raquel Lyra enfrenta 29% de rejeição, João Campos aparece com 25%. Os outros candidatos registram índices ainda maiores, com 39% de rejeição tanto para Ivan Moraes quanto para Eduardo Moura, indicando maior dificuldade de crescimento neste segmento do eleitorado.
Cenário de segundo turno: projeções e impactos
Em uma simulação de segundo turno, o Datafolha mostra que João Campos ampliaria sua vantagem, atingindo 52% das intenções de voto, enquanto Raquel Lyra ficaria com 42%. Em comparação ao levantamento de fevereiro, ambos candidatos cresceram, mas a diferença entre eles diminuiu de 13 para 10 pontos percentuais, com Campos indo de 53% para 52% e Lyra de 40% para 42%. A disputa, portanto, promete ser acirrada até o fim da campanha, alimentando debates na STF e demais esferas de decisão políticas.
Os números evidenciam não apenas a força das duas lideranças, mas também o nível de fidelidade do eleitorado pernambucano, em especial na capital Recife e nas principais cidades do interior. De acordo com especialistas ouvidos pelo DE, esses dados podem influenciar estratégias dos candidatos, que buscarão conquistar os cerca de 6% do eleitorado ainda indeciso ou disposto a votar em branco/nulo, especialmente no contexto nacional de Bolsonaro e Lula.
A perspectiva de uma verdadeira “revanche” entre a nova geração dos Campos e Lyras põe Pernambuco no centro do radar político do Brasil para 2026, com potencial de influenciar tendências em outros estados e movimentar alianças partidárias, inclusive para futuras disputas na esfera federal.
Avaliação do governo e reflexos eleitorais
Outro trecho fundamental da pesquisa Datafolha trata da avaliação do governo de Raquel Lyra. Segundo os dados mais recentes, 40% dos entrevistados classificam a administração da governadora como “ótima ou boa”, representando uma ligeira alta frente aos 38% registrados em outubro do ano passado. Por outro lado, a avaliação “ruim ou péssima” saltou para 38%, em comparação aos 23% anteriormente, e o índice “regular” recuou de 36% para 20% no mesmo intervalo.
Essas oscilações refletem tanto o impacto de medidas recentes tomadas pelo governo estadual quanto o desafio da retomada do crescimento econômico e da segurança pública em Pernambuco. De acordo com a equipe técnica do Datafolha, essas variações sugerem que parte do eleitorado está mais crítica e exigente, reagindo rapidamente às políticas e pronunciamentos do Executivo regional, processo também observado em esferas do STF.
Além disso, a governadora terá que lidar com o duplo desafio de conquistar novos apoios e reduzir a rejeição nos próximos meses, especialmente nas regiões metropolitanas. Esse cenário faz com que a disputa ganhe contornos de plebiscito sobre sua gestão, condicionando o sucesso eleitoral a uma percepção positiva de sua administração, conforme apontam analistas de Política.
No campo das rejeições, a pesquisa confirma um cenário desafiador para todos os postulantes ao governo estadual. Tanto Ivan Moraes quanto Eduardo Moura são rejeitados por 39% dos eleitores ouvidos, o que limita consideravelmente suas chances de crescimento nos próximos meses. Vale lembrar também que 3% do eleitorado afirmaram rejeitar todos os candidatos ou não votar em nenhum deles, enquanto outros 2% disseram não rejeitar nenhum dos nomes apresentados, demonstrando volatilidade nos grupos indecisos.
O DE destacou que, à medida que a eleição se aproxima, candidatos devem intensificar esforços para conscientizar o eleitorado e combater a rejeição, especialmente mobilizando a base de apoio em cidades estratégicas e na faixa jovem. As alianças firmadas até aqui refletem movimentos semelhantes ao observado recentemente em estados que enfrentaram dinâmicas parecidas na Política em Goiás.
Os próximos meses serão marcados por pautas prioritárias, como educação, saúde e desenvolvimento social, que costumam aparecer entre as demandas mais citadas pelos pernambucanos em levantamentos similares. A pressão por resultados concretos deve pautar tanto a administração de Raquel Lyra quanto o discurso de oposição de João Campos, evidenciando o peso das decisões políticas para os rumos do estado.
O que esperar dos próximos meses na política pernambucana?
A pergunta que fica para eleitores e especialistas é: como evoluirá o cenário político de Pernambuco até o início oficial da campanha eleitoral de 2026? O crescimento de João Campos nesta primeira fase, aliado à resiliência de Raquel Lyra, deixa aberta a possibilidade de mudanças significativas na disputa conforme novos fatos surgirem, seja por conta de alianças partidárias ou repercussões nacionais, em um contexto altamente influenciado pelo embate entre Bolsonaro e Lula.
Para além dos números, o Datafolha mostrou que a eleição pernambucana será um laboratório para o futuro da Política Brasileira, testando a capacidade de mobilização das novas lideranças e o impacto dos desafios econômicos, sociais e institucionais locais. As campanhas devem ganhar corpo já nos próximos meses, com maior presença nas ruas, nas redes sociais e nos debates promovidos por veículos como o DE.
No horizonte próximo, os analistas recomendam atenção especial à evolução dos índices de indecisos e votos brancos/nulos, que podem alterar o equilíbrio da disputa em um cenário de extremado desgaste da classe política perante parte da população. O envolvimento da sociedade civil e de entidades independentes tende a crescer até outubro do próximo ano, sinalizando que o protagonismo das urnas vai muito além das figuras tradicionais, marcando uma nova etapa na história política do estado e, por conseguinte, refletindo diretamente nos rumos da Política nacional.
Com este painel traçado a partir da pesquisa Datafolha, Pernambuco entra nos holofotes da imprensa e dos principais analistas eleitorais do país, consolidando-se como um dos estados-chave na disputa de 2026. Resta acompanhar os próximos desdobramentos e ver como os principais atores políticos ajustam estratégias para garantir espaço decisivo neste novo capítulo da democracia estadual e nacional.



