O jogador foi diagnosticado com tromboembolismo pulmonar, uma condição que ocorre quando há a formação de um coágulo na circulação venosa do paciente. O volante Luiz Gustavo, do clube de futebol São Paulo, está internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, com essa doença também conhecida como embolia pulmonar. O coágulo se desloca pelos vasos sanguíneos do corpo até chegar ao pulmão, obstruindo uma artéria crucial, explicou o pneumologista Humberto Bogossian, especialista do Hospital Albert Einstein.
O coágulo que se forma no pulmão impede a circulação sanguínea na região afetada e pode se espalhar para outras áreas do órgão. O maior problema causado pela embolia pulmonar é a sobrecarga que ela impõe ao coração, de acordo com o pneumologista Marcelo Jorge Jacó, da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT). Isso ocorre porque o ventrículo direito, responsável por bombear sangue para os pulmões, precisa trabalhar mais para superar a obstrução súbita das artérias.
O diagnóstico dessa condição é feito através de uma angiotomografia de tórax, um exame de imagem que permite visualizar os vasos sanguíneos do corpo. Os sintomas do tromboembolismo pulmonar variam de casos assintomáticos a falta de ar súbita, dor ao respirar, tosse com secreção e sangue, febre e até mesmo desmaios. Pacientes imobilizados por longos períodos, pessoas com câncer, idosos e gestantes são considerados como grupos de risco para o desenvolvimento da doença.
O tratamento principal para a embolia pulmonar envolve o uso de medicamentos anticoagulantes para evitar a formação de novos coágulos e trombolíticos em casos mais graves, que dissolvem o coágulo. No entanto, o uso dos trombolíticos pode aumentar o risco de sangramento e é reservado para situações específicas e mais graves, conforme explicado pelo pneumologista André Nathan, do Hospital Sírio-Libanês. Pessoas com tromboembolismo pulmonar sem causa definida podem precisar de tratamento ao longo da vida para prevenir novos episódios da doença.