O desaparecimento de Roberto Farias Thomaz, de 19 anos, mobiliza autoridades, equipes de resgate e voluntários desde a madrugada de 1º de janeiro, no Pico do Paraná, no litoral do estado. O caso ganhou ampla repercussão nas redes sociais após relatos divergentes sobre o que ocorreu durante a trilha, mas ainda é cercado de dúvidas. Desaparecido no ponto mais alto da região Sul do país, a 1.877 metros de altitude, o jovem, estudante de administração na Universidade Federal do Paraná (UFPR), era bombeiro civil e socorrista resgatista.
Descrito por amigos e familiares como ativo e sociável, Roberto era habituado a desafios físicos. Nas redes sociais, ele se apresentava como ‘multifacetado’ e relatava experiências em atividades ligadas à segurança e ao resgate. Trabalhava como técnico de segurança do trabalho e consultor financeiro de investimentos, conciliando os estudos com sua rotina profissional.
No início da trilha, Roberto encontrou Thayane Smith para assistir ao nascer do sol no cume da montanha. Durante a subida, Thayane afirmou que, na descida, Roberto teria ficado para trás. Outros trilheiros retornaram para procurá-lo sem sucesso. A jovem, alvo de críticas nas redes sociais, afirmou ter registros da trilha e prometeu divulgar a versão completa após o caso.
Leandro Pierroti, voluntário nas buscas, contradiz a versão de Thayane, afirmando que a separação ocorreu durante a descida. A Polícia Civil instaurou investigação, sem indícios de crime até o momento. As buscas reunem Corpo de Bombeiros, montanhistas experientes e helicópteros, com o acesso temporariamente restrito no local. A operação é considerada complexa devido à altitude e às condições climáticas, sem prazo para encerramento das buscas.




