Jovem iraniano enfrenta execução iminente sem direito à defesa: caso de Erfan Soltani preocupa comunidade internacional

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Erfan Soltani é um jovem de 26 anos no Irã que está enfrentando a ameaça iminente de execução, após ser condenado em um processo acelerado e sem direito à defesa. Soltani foi preso durante os recentes protestos contra o regime dos aiatolás, em um contexto de intensa repressão no país. Segundo organizações de direitos humanos, milhares de pessoas foram mortas ou detidas durante essas manifestações.

Antes de sua prisão, Erfan Soltani trabalhava no setor de vestuário e era conhecido por ser um entusiasta da moda. Ele também havia começado a atuar em uma empresa privada no ramo. No entanto, desde que foi detido na semana passada, Soltani tem sido mantido em cativeiro sem acesso a um advogado e sem ter tido uma audiência judicial. Sua família foi informada de que a sentença de morte é definitiva e pôde fazer apenas uma breve visita de despedida antes da execução.

De acordo com relatos, os familiares de Soltani estão sofrendo pressão extrema e ameaças por parte das autoridades iranianas. Uma fonte próxima à família relatou que não há expectativas de revisão do caso e que a irmã do jovem, que é advogada, foi impedida de consultar o processo legalmente. A situação de Soltani reflete um padrão de violações dos direitos humanos no Irã, onde a repressão estatal tem sido cada vez mais intensa.

Organizações de direitos humanos, como a Hengaw, denunciam que o processo que levou à condenação de Soltani à morte foi obscuro e privado de direitos básicos, como o acesso à defesa legal. A entidade afirma que o jovem foi preso dentro de sua própria casa e que, apenas quatro dias após sua detenção, a família foi informada da data da execução. Essa situação gerou preocupação internacional e levou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a fazer advertências ao governo iraniano.

Donald Trump declarou que adotaria medidas fortes caso a execução de Soltani fosse adiante, o que fez com que o governo iraniano o acusasse de incitar a violência e desestabilização política. Enquanto a comunidade internacional observa com apreensão a situação no Irã, a escalada de violência e a falta de respeito aos direitos humanos continuam a preocupar. Enquanto isso, Erfan Soltani aguarda seu destino incerto, sendo mais uma vítima de um sistema repressivo e injusto.

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