Jovem que morreu durante ciclone no RS dirigia para ir ver a namorada; ‘pais pediram para ele não ir’, diz delegado
Augusto Rauber da Silva havia desaparecido após caminhonete em que estava cair em rio em São José dos Ausentes, na Serra do RS.
Defesa Civil confirma morte de jovem durante ciclone extratropical no RS — Foto: Divulgação
O jovem de 21 anos que morreu após cair de carro em um rio durante a passagem de um ciclone extratropical pelo Rio Grande do Sul estava a caminho da casa da namorada quando o acidente aconteceu. A vítima foi identificada como Augusto Rauber da Silva.
> “Perto das 19h [de sexta-feira], ele saiu de casa com o fito [objetivo] de ir ver a namorada… Os pais alertaram sobre o mau tempo, pediram que não fosse, mas ele saiu mesmo assim, com destino à Criciúma”, conta o delegado Rafael Keller, responsável pela investigação.
Ele havia deixado a cidade de Jaquirana, na Serra do RS, onde residia, com destino a Criciúma, em Santa Catarina, onde mora a namorada. Conforme o delegado Keller, Silva não teria passado nem pela cidade de Turvo.
A polícia, com o apoio do Corpo de Bombeiros, começou a fazer buscas por ele e o carro dele foi localizado parcialmente submerso no Rio Capivaras em São José dos Ausentes, na manhã de domingo (9), distante cerca de 1 km de uma ponte que liga o RS a SC, entre São José dos Ausentes e Bom Jardim da Serra. O corpo dele foi achado pouco tempo mais tarde, às margens do rio.
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Na avaliação do delegado Keller, a causa do acidente foram as “condições climáticas e a cheia do rio”. A Defesa Civil confirmou que a morte ocorreu por causa do ciclone.
O corpo de Silva foi sepultado no Cemitério Municipal de Jaquirana na segunda-feira (10).
ESTRAGOS POR CAUSA DO CICLONE
Ciclone no RS: árvore foi derrubada pela força do vento em Porto Alegre — Foto: Eduardo Paganella/RBS TV
O ciclone extratropical que passou pelo RS no sábado colocou o estado sob três alertas meteorológicos vermelhos de “grande perigo”, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia: dois para o Litoral, devido à possibilidade de rajadas de vento na costa que podem chegar a 100 km/h, e um de chuva forte e em grande quantidade para as regiões Central, Norte, da Serra e Metropolitana de Porto Alegre.
Desde sexta-feira (7), cidades já reportaram à Defesa Civil Estadual problemas provocados pela instabilidade climática causada pelo ciclone. Pelo menos 39 registraram algum tipo de dano. Entre os principais transtornos estão destelhamentos, bloqueios de estradas e estragos em redes elétricas.
A rajada de vento mais forte nesse período foi registrada no município de Planalto, no Norte do estado: 95 km/h, de acordo com a Defesa Civil. Já cidades da Região dos Vales foram as que registraram maior volume de chuva: em Ilópolis, passou de 155 milímetros em 12 horas. Em Anta Gorda, 143 milímetros no mesmo período. Já em Tapera, 128 milímetros.
De acordo com a CEEE Equatorial, responsável pelo abastecimento de energia elétrica em parte dos municípios do RS, cerca de 200 mil clientes chegaram a ficar sem luz. As cidades mais afetadas foram Porto Alegre, Viamão, Guaíba, Capão da Canoa e Osório.
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Postes de luz foram derrubados com a força do vento em Porto Alegre — Foto: Mary Silva/RBS TV
Deslizamentos foram registrados na Serra das Antas — Foto: Divulgação/DNIT
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