Juiz acusado de criar identidade falsa tem pagamento cortado por tribunal de SP: paradeiro desconhecido.

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Juiz acusado de criar identidade falsa tem paradeiro desconhecido e pagamento cortado por tribunal de SP

José Eduardo Franco dos Reis, conhecido anteriormente como Edward Albert Lancelot Dodd Canterbury Caterham Wickfield, é um magistrado aposentado de 67 anos que está envolvido em um escândalo. Segundo informações do Ministério Público, ele é acusado de falsidade ideológica e uso de documento falso. Recentemente, Reis prestou depoimento à Polícia Civil de São Paulo, alegando que Edward Albert Lancelot Dodd Canterbury Caterham Wickfield seria seu irmão gêmeo, que foi dado para adoção quando ainda era criança.

Após o depoimento, o juiz mudou-se do endereço onde vivia na capital paulista, sendo que seu paradeiro é desconhecido até o momento pelos investigadores. A 29ª Vara Criminal de São Paulo emitiu um mandado de citação para que Reis seja notificado sobre a ação penal contra ele e tenha a oportunidade de apresentar sua defesa. A denúncia contra o magistrado foi aceita pela Justiça recentemente.

Em resposta ao caso, o Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu suspender administrativamente os pagamentos feitos ao juiz Wickfield, como ele era conhecido. A decisão foi tomada pelo presidente da Corte, Fernando Antonio Torres Garcia. Segundo o comunicado emitido pelo Tribunal, todos os pagamentos ao magistrado ficam suspensos até uma nova ordem.

A saga de José Eduardo Franco dos Reis, anteriormente conhecido como Edward Albert Lancelot Dodd Canterbury Caterham Wickfield, teve início em 1973, quando ele registrou seu nome verdadeiro no cartório de Águas da Prata (SP). Anos mais tarde, em 1980, obteve um RG com o nome falso de Wickfield e uma certidão de nascimento com informações fictícias.

A farsa do juiz começou a ruir em outubro de 2024, quando ele foi ao Poupatempo Sé, no centro de São Paulo, para solicitar uma nova via do RG de Wickfield. As impressões digitais coletadas revelaram que havia duas pessoas com marcas idênticas, levando a uma investigação mais aprofundada que resultou na descoberta da real identidade do magistrado.

A investigação policial demonstrou que, além do uso de documentos falsos, Reis teria se envolvido em transações imobiliárias com duas mulheres identificadas como suas irmãs. O Tribunal de Justiça de São Paulo se pronunciou afirmando que a suspensão dos pagamentos ao juiz aposentado é uma medida administrativa enquanto o caso é avaliado judicialmente. O processo continua em segredo de justiça, aguardando os desdobramentos das investigações.

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