O Partido Liberal (PL) aposta na análise da cassação da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) na Câmara dos Deputados somente em 2026. O Supremo Tribunal Federal (STF) está julgando a deputada por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal, com um placar de 5 a 0 até o momento.
Segundo o líder do PL na Casa, Sóstenes Cavalcante (RJ), os recursos que poderão ser apresentados pela defesa de Zambelli e os respectivos prazos devem fazer com que, se ela for condenada pelo STF de forma definitiva, a análise da cassação de seu mandato pelos demais deputados ocorra somente no próximo ano.
Cavalcante afirmou que a bancada do PL sempre apoiará a deputada e espera que ela cumpra integralmente o seu mandato. Ele também mencionou que considera que ela está sendo vítima de uma perseguição político-ideológica.
O Supremo Tribunal Federal está julgando Zambelli pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com o uso de arma de fogo. Com um placar de 5 a 0 a favor da condenação até o momento, o ministro Nunes Marques pediu vista do processo, o que pode adiar a conclusão do caso para o segundo semestre.
O julgamento de Zambelli está sendo realizado de forma virtual e ficará aberto até quinta-feira (27), à meia-noite. Mesmo com o pedido de vista de Nunes Marques, outros ministros ainda podem incluir seus votos, o que pode resultar na formação de uma maioria pela condenação. No entanto, o julgamento só será concluído após a manifestação de todos os ministros.
Caso a deputada seja condenada, a Constituição determina que a Câmara dos Deputados deve analisar a perda de seu mandato no plenário. A legislação prevê que a cassação seja votada em casos de condenação criminal transitada em julgado e infrações às proibições constitucionais, exigindo a maioria absoluta dos votos dos deputados.
Zambelli é acusada de perseguir um homem com uma arma em uma área nobre de São Paulo, na véspera do segundo turno das eleições presidenciais de 2022. Após ser denunciada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), ela se tornou ré. O relator do processo no STF, ministro Gilmar Mendes, votou pela condenação da deputada a cinco anos e três meses de prisão, acompanhado por outros ministros.
Em nota, Zambelli afirmou acreditar na sua inocência e na completa esclarecimento dos fatos. O advogado da deputada criticou a forma como a defesa foi feita no julgamento, destacando a necessidade de garantir o direito dos advogados de se manifestarem de forma efetiva e não através de vídeos em um processo virtual.